INFORMATIVO

RESTAURAÇÃO DE RELACIONAMENTOS

RESTAURAÇÃO DE RELACIONAMENTOS

José beijou a todos os seus irmãos(Gênesis 45:15).

            A narrativa Bíblica de Gênesis 37 a 50, ocorrida por volta do ano 1.700 a.C., nos apresenta a história de José, um jovem, amado pelo pai, mas, desprezado e odiado pelos irmãos, que saiu de um poço escuro para um suntuoso palácio; da humilhação para a exaltação; da pobreza para a riqueza; da preterição para a glória; da prisão para a liberdade e autoridade, em apenas 13 anos. Dentre as muitas lições que podemos tirar da vida e da história de José, certamente, uma das mais impactantes é a de que o Deus de José é o Deus da restauração. O Deus que pode transformar vidas, histórias e restaurar relacionamentos.

            Aliás, do Gênesis ao Apocalipse, Deus se revela como o Deus da restauração; O Deus que tem poder para quebrar e fazer de novo; O Deus que corrige; O Deus da segunda oportunidade (1ª Reis 19:7). Em Jeremias 18:1-6, por meio do profeta, Deus deixa claro que Ele pode, do mesmo barro, fazer um vaso novo.

            No Salmo 126, o salmista destaca a alegria e perplexidade do povo, diante da restauração promovida por Deus (“Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles” – v.1-2).

            De fato, o nosso Deus é o Deus da restauração e o próprio Senhor Jesus disse: “quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:38).

            Quando você crer que o nosso Deus é o Deus da restauração, você sabe que “ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5). Você, também sabe, que a crise de hoje, pode não ser o fim, mas sim, o começo. A sequidão de hoje (o deserto de hoje) não é motivo de desânimo e desespero, mas, desafio de clamor e o começo de um novo tempo. O deserto de hoje, poder ser um jardim florido amanhã. Quem crer no Deus da restauração, sabe que Ele está no controle.

            A verdadeira restauração é obra exclusiva de Deus e, é a essência do Evangelho. Em 2ª Coríntios 5:18 lemos: “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo”. O projeto de Jesus foi o de reconciliar homens com Deus.

            Provavelmente, excetuando Jesus, ninguém tenha sido, em toda a história, mais rejeitado e incompreendido do que José e, como resultado, experimentou muito sofrimento e decepções. Podemos dizer que adversidade era o sobrenome de José! José foi rejeitado pelos irmãos, traído pela patroa, incompreendido, julgado e condenado sumarissimamente pelo patrão. Vinte e dois anos afastado da família. Por esses e outros sofrimentos, podemos imaginar a dor de José e que ele tinha tudo para ter o coração cheio de mágoas, rancores e ressentimentos, contudo, não é esse o testemunho que temos dele nas Escrituras. Pelo contrário, ele sempre manteve um espírito dócil diante de todas as adversidades e injustiças. Por que? Primeiramente, porque José creu na soberania de Deus e tomou posse do Seu amor (Gênesis 45:5,7-8). Ele não guardou mágoas em seu coração porque sabia que Deus estava no controle de tudo e, a despeito de todas as circunstâncias adversas, ele sabia que o Deus soberano o amava. Em Gênesis 50:20 ele diz:  “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”.

            Também, podemos destacar que José se recusou a vingar, ele não guardou e nem alimentou mágoas, por isso, recusou a vingança. Ele decidiu soltar as mágoas e sentimentos ruins, ao invés de prendê-los. Ao dar o nome de MANASSÉS ao seu primogênito, ele estava dizendo: “Deus me fez esquecer de todos os meus sofrimentos” (Gênesis 41:51). Ele foi um homem que olhava para frente e sabia que esquecer significava superar. Depois de Manasses, ao segundo filho ele deu o nome de Efraim, que significa “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”(v.52).

            José se recusou a vigar, em Gênesis 50:19 vemos: “Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” Agostinho de Hipona (354 d.C. – 430 d.C.) orava dizendo: “Oh Senhor, livra-me da lascívia de estar sempre me vingando”.

            Por fim, José, a despeito de todos os sofrimentos, decepções, desilusões e frustrações, não guardou mágoas, rancores e ressentimentos no coração porque preferiu o perdão e a reconciliação. José nunca tomou a atitude de pagar o mal com mal (Gênesis 42:25; 44:1). O desejo de fazer algo de bom para aqueles que nos magoam é um bom sinal de que a amargura não criou raízes. Perdoar é aceita! No reencontro e na restauração com seus irmãos, podemos ver que José também estava sendo tratado. O perdão não traz alivio apenas para os que o recebem, mas, principalmente, para aqueles que perdoam. “José beijou a todos os seus irmãos” (Gênesis 45:15). O perdão liberta a alma de que perdoa! Agora a alma de José estava restaurada e livre.

            Não importa quão doente ou imperfeita a sua vida... esteja ou seja. O estado de derrota em que você se encontra, não é, necessariamente, seu estado final. Deus, o nosso poderoso Pai, é especialista em restauração e pode restaurá-la. Há esperança! E, a esperança tem nome: Jesus!

            Somente Deus pode mudar corações amargurados e promover o perdão. Ele pode entrar em sua vida e/ou casa com salvação, cura e restauração. Creia nesta verdade!

            Por isso, apesar de nós e das nossas imperfeições, podemos crer que o nosso Deus é Deus da restauração e sempre restaura para melhor... Relacionamentos restaurados, comunhão abençoada!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


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