INFORMATIVO

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O EXERCÍCIO EFICAZ DO OFICIALATO NA IGREJA

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O EXERCÍCIO EFICAZ DO OFICIALATO NA IGREJA

“Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel (1ª Coríntios 4:1-2).

            Seguindo com nosso estudo sobre o diaconato, considerando a proximidade das eleições para esse ofício em nossa Igreja, observaremos hoje, que os princípios para o diaconato são, em geral, exigências comuns aos membros da Igreja. No entanto, devemos estar atentos para o fato de que todos esses princípios (“requisitos”) são muito mais importantes e exigidos num grau muito mais elevado daqueles a quem se confiou a inspeção e supervisão espirituais da Igreja. Assim como ocupam lugar de maior honra e autoridade que o dos outros membros da Igreja, detêm do mesmo modo, uma posição de muito maior responsabilidade.

            O primeiro princípio ou requisito, refere-se à vocação. Na Igreja de Cristo ninguém tem autonomia para se autonomear. Pastor, Presbíteros e Diáconos, todos, sem exceção, precisam ser vocacionados por Deus para estes ofícios (Hebreus 5:4). Portanto, para qualquer homem exercer o diaconato, precisará primeiro, do chamamento divino.

            A CI (Constituição da IPB), em seu Artigo 108, prescreve essa verdade com uma perfeita compreensão bíblica: “Vocação para ofício na Igreja é a chamada de Deus, pelo Espírito Santo, mediante o testemunho interno de uma boa consciência e a aprovação do povo de Deus, por intermédio de uma Assembleia (ou Concílio)”.

            João Calvino (1509-1564) comenta: “O que torna válido um ofício é a vocação, de modo que ninguém pode exercê-lo correta ou legitimamente sem antes ser eleito por Deus [...]. Nenhuma forma de governo deve ser estabelecida na Igreja segundo o juízo humano, senão que os homens devem atender à ordenação divina; e, ainda mais, que devemos seguir um procedimento de eleição preestabelecido, para que ninguém procure satisfazer seus próprios desejos. [...] Segundo é a promessa de Deus de governar sua Igreja, assim ele reserva para si o direito exclusivo de prescrever a ordem e forma de sua administração” (Exposição de Hebreus 5:4, p. 127-128). “A Deus pertence com exclusividade o governo de sua Igreja. Portanto, a vocação não pode ser legítima a menos que proceda dEle” (João Calvino, Gálatas 1:1, p. 22).

            O serviço que prestamos a Deus deve ser visto não como uma fonte de lucro ou projeção, mas como resultado de um chamado irrevogável de Deus (Romanos 1:1; 1ªCoríntios 1:1; 2ªCoríntios 1:1; Efésios 1:1; Colossenses 1:1).

            O diácono deve ser eleito pela Igreja (At 6:5). A eleição é uma evidência de que Deus vocacionou aquele irmão para o respectivo ofício. Por isso, a Igreja deve buscar a orientação de Deus com fé e submissão, certa de que Deus também manifesta a Sua vontade por intermédio da assembleia. O ato da ordenação confirma isso (Atos 6:6).

            O segundo princípio ou requisito, para o exercício do diaconato, refere-se ao fato de só poderem ser escolhidos dente os discípulos (Atos 6:1,3). Os diáconos seriam escolhidos pela Igreja, dentre os discípulos de Cristo. O diaconato não pode ser terceirizado. Portanto, ser discípulo de Jesus é condição “sinequanon” para ser diácono na Igreja. Os diáconos servem a Igreja como servos de Cristo. No segundo século, Inácio (30-110 AD), bispo de Antioquia da Síria, em carta endereçada à Igreja de Trales,diz: “os que são diáconos dos mistérios de Jesus Cristo agradem a todos em tudo. Pois não é de comidas e bebidas que são diáconos, mas são servos da Igreja de Deus”.

            Na visão do apóstolo Paulo, o verdadeiro discípulo de Jesus, imita-O em tudo, andando (vivendo) em amor como filhos obedientes (Efésios 5:1-17) e desta forma, horam o Evangelho de Cristo e não escandalizam a Sua Igreja (1ª Coríntios 10:32). Desta forma, aquele que verdadeiramente é chamado para o diaconato,“procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2ªTimóteo 2:15).

            Ante ao exposto, fica claro que o diaconado, por sua origem divina, trata-se de um ofício extremamente relevante e indispensável no ministério da Igreja, o que justifica a exigência de alto padrão para exercê-lo.

            Portanto, diaconato é: “VOCAÇÃO E DISCIPULADO EM AÇÃO!”

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


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