INFORMATIVO

CLAMOR DAS NAÇÕES, ORDEM DE DEUS, TAREFA DA IGREJA!

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura [...] E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” 

(Marcos 16:15, 20)

Não há dúvidas de que missões têm a sua origem no próprio relacionamento da Trindade e encontram o seu instrumento na incumbência missionária atribuída à Igreja, cujo propósito é a salvação dos eleitos, para a glória de Deus. Nesse sentido, para a nossa edificação nesta semana, esboço aqui algumas ideias extraídas do livro “Missão Integral: Uma teologia bíblica”, escrito pelo Rev. Dr.Timóteo Carriker.
1. A origem da missão: O Deus triuno
Através de toda a revelação bíblica se torna patente que o principal agente no drama é Deus. “No princípio criou Deus [...]”. É Deus quem cria, quem julga, quem age, quem escolhe, e quem se revela. Ele é ativo não só na criação, mas, também, nos julgamentos, na libertação do Seu povo do Egito, nas exortações dos seus profetas e na promessa de restauração vindoura. Ele é o único e verdadeiro Deus e deseja que Sua glória seja conhecida nos céus (Salmo 19) e nas extremidades da terra (Isaías 11.9).
Portanto, “missão” é uma categoria que pertence a Deus. A missão, antes de ter uma conotação humana que fala da tarefa da Igreja, é tarefa de Deus. Esta perspectiva nos guarda contra toda atitude de autossuficiência e independência na tarefa missionária. Se a missão é de Deus, então é d'Ele que a Igreja deve depender na sua participação na tarefa.
2. O instrumento da missão: a Igreja
Se Deus é o agente e a origem da missão, Ele não trabalha sozinho. Seu instrumento é um povo específico. A missão também é a tarefa da Igreja que, por sua vez, é derivada então da missão de Deus. Deus escolhe um povo específico como instrumento da sua missão. Deus partilha Sua tarefa com Seu povo e nela o convida a participar. Este recebe a promessa de que Ele estará sempre presente na realização da missão.
3. O propósito da missão: a Salvação
Para usar um termo mais abrangente, podemos descrever o propósito da missão como sendo o de restauração. É a missão da salvação. Aquilo que Deus criou, Ele pretende restaurar. Contudo, a restauração é salvação não só no sentido de poupar, mas, também, no sentido de julgar. Haverá um novo céu e uma nova terra, mas, isto, através do sofrimento, tribulação e julgamento. A mensagem de restauração no Velho Testamento, consistentemente, inclui estas duas dimensões de salvação e de julgamento. Vemo-nas no relato do dilúvio (julgamento) e da arca (salvação), da torre de Babel (julgamento) e do chamamento de Abraão (salvação), no Êxodo, na aliança com Israel e na conquista de Canaã. Vemo-nas nas críticas dos profetas (julgamento) e nas suas promessas de salvação vindoura. E vemo-nas na resposta humana à provisão do perdão dos pecados pela morte e ressurreição de Jesus.
Esta perspectiva do propósito restaurador da missão nos guarda contra a falsa dicotomia da tarefa missionária e da fé. Restauração é este propósito, portanto, a obra redentora de Jesus Cristo e a evangelização permanecem centrais à missão de Deus. Contudo, esta redenção deve ser entendida como resultando tanto em adoração própria e sincera a Deus quanto em relações de justiça para com o próximo e para com toda a criação.
4. O alcance da missão: Universal
Deus se propõe a restaurar aquilo que criou. Sua missão é uma missão para a criação. Não é por acaso que a revelação escrita que descreve a missão de Deus começa com a criação dos céus e da terra e termina com a restauração dos mesmos num novo céu e nova terra. O homem não só é guardião do seu próximo, mas mordomo da própria criação.
5. O local da missão: o Mundo e a História
Desde o início do testemunho Bíblico observamos que Deus age dentro e através de eventos concretos na vida dos seres humanos. Ele não se manifesta num plano contemplativo e fora deste mundo, mas dentro e através da história. Julga através da expulsão do Éden, através do dilúvio e da dispersão de povos. Julga as nações através das pragas no Egito, a conquista de Canaã e a queda de um império por outro. Julga seu povo através dos profetas e através do exílio. Mas também abençoa através da libertação do Egito, do exílio, e de modo supremo e definitivo através da morte e ressurreição de Jesus. São todos estes eventos históricos, acontecimentos neste mundo.
6.A glória de Deus é a razão, o combustível e o alvo de missões.
O alvo e o fim último da missão é a glória de Deus, não a atividade missionária em si. O desafio missionário existe e persiste porque o culto pleno a Deus ainda não existe. O culto é o alvo último da Igreja. O culto a Deus deve ter prioridade na igreja, não a obra missionária.
Finalizando, a obra missionária começa e termina com o culto prestado à glória de Deus. Começa, porque somente o culto genuíno e profundo pode motivar adequadamente a Igreja para assumir sua vocação missionária. E termina, porque o alvo último e o fim principal de toda humanidade é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E na obra missionária, procuramos levar as nações à mesma alegria e exaltação que caracteriza o nosso culto a Deus. Portanto, quando afirmamos que a obra missionária é a prioridade penúltima na Igreja não estamos diminuindo a sua importância. Estamos meramente fazendo o que devemos, maximizando a tarefa de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E assim, enxergamos a verdadeira importância da obra missionária, certamente acima de outras atividades na Igreja, isto é, estender e diversificar, e assim intensificar o culto que glorifica e se deleita em Deus entre todas as nações da terra (Apocalipse 5.9-10; 7.9-10).

Adaptado do artigo “Princípios Teológicos para a Ação Missionária Reformada”, de Timóteo Carriker–Disponível pelo link: http://www.monergismo.com/textos/missoes/principios_teologicos_acao_missionaria.htm


Titulo fixo

IGREJA PRESBITERIANA DE CUIABÁ

TEMPLO DA TREZE
Rua Treze de Junho, 148
Centro Cuiabá  | 78005-250

NOVO TEMPLO
Av. Hist. Rubens de Mendonça, 6015
Morada da Serra I Cuiabá  | 78055-000

CONTATO

Fone:  65 3624.4917 
E-mail: secretaria@ipcuiaba.org.br

REDES SOCIAIS

Siga a Igreja Presbiteriana de Cuiabá nas redes sociais.

Copyright © 2015 - Igreja Presbiteriana de Cuiabá - Todos os direitos reservados. Desenvolvimento e-design / crausdesign

versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo