INFORMATIVO

SEDE SANTOS, COMPLETAMENTE!

“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na

vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos

santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede

santos, porque eu sou santo” (1ªPedro 1:14-16).

Creio que todo crente verdadeiro deseja uma vida avivada espiritualmente e,

gostaria de ver e fazer parte de uma Igreja viva, comprometida, rica em “consolação de

amor”, “comunhão do Espírito” e “entranhados afetos e misericórdias”. Em outras

palavras, todos nós queremos uma Igreja avivada. Entretanto, somente a teremos

quando cada um, individualmente, e todos, coletivamente, decidirem pagar o preço da

santidade.

Enfática e taxativamente Deus disse: “Sede santos, porque Eu sou santo”. Não

há dúvidas de que Ele está falando de uma santidade integral (psicossomática), ou seja,

uma santidade que inclui o domínio sobre nosso corpo e alma (vontade, hábitos e

pensamentos). Aliás, os nossos pensamentos são tão importantes para Deus, quanto as

nossas ações e, portanto, são absolutamente conhecidos por Ele (Salmo 139:1-4).

Devemos sempre nos lembrar de que Deus está interessado em regular tanto a nossa

conduta externa, como, também, a nossa disposição interna, ou seja, as nossas ações e

as nossas motivações. Por isso, o mesmo Deus que ordena não matar, também ordena

não odiar...

Como templo do Espírito Santo, devemos glorificar a Deus por completo, tudo

que há em nós precisa estar sob o domínio do Espírito, por isso, a oração do salmista

(Salmo 19:14 - “ As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam

agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!”), precisa se

transformar em nosso principal desejo e desafio. A nossa luta contra o pecado é diuturna

e o segredo para a vitória é a busca pela santidade.

O conceito de santidade pode parecer um tanto arcaico para o nosso tempo. Para

muitos, inclusive, na Igreja, o termo evoca estereótipos (vestuários ou aparências) ou

aparece associado a determinados chavões. Em alguns círculos, a santidade é

identificada com uma série de proibições (não isso, não aquilo, etc...), em outros, com

determinadas atividades (“vigílias”, “jejuns”, “correntes de orações”), que mesmo tendo

significado e valor, não constituem a essência da santidade, da espiritualidade integral

(veja Isaías 58).

O termo “santo” aparece, em diversas formas, mais de 600 vezes na Bíblia. Ser

santo é ser moralmente irrepreensível, significa ser separado do pecado e, portanto,

consagrado a Deus (Filipenses 1:27).

O apóstolo Paulo usou a palavra SANTIDADE em contraste com uma vida de

imoralidades e impurezas (Leia 1ªTessalonicenses 4:1-8); O apóstolo Pedro a usou em

contraste com uma vida voltada para os desejos ímpios (Leia 1ªPedro 1:14-16); E, o

apóstolo João a usou em contraste com os que fazem o mal e são perversos (Leia

Apocalipse 22:11-12). Portanto, os apóstolos nos ensinam que viver uma vida santa é,

pois, viver uma vida em conformidade com os preceitos morais de Deus em oposição

aos caminhos pecaminosos do mundo. É um despir-se e um revestir-se ininterrupto!

(Leia Efésios 4:22-24 e Tito 2:11-14).

Finalizando nunca é demais ressaltar que no caminho da santidade não há

atalhos e o segredo do sucesso está nas palavras do salmista: “De que maneira poderá o

jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo o

coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as

tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119:9-11), bem como, nas

recomendações do apóstolo Paulo: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas,

purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a

nossa santidade no temor de Deus” (2ª Coríntios 7:1). É tempo de santidade!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


FAÇA DA COISA PRINCIPAL A PRINCIPAL COISA

Ao olhar para vida de Jesus descobrimos que Ele veio para fazer a obra que o Deus Pai lhe deu para realizar. “Em verdade, em verdade, vos digo que o filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o filho também semelhante o faz.” (João 5.19).

Jesus sabia da necessidade de estar focado naquilo que era o principal, havia um foco, o objetivo de cumprir a vontade do Pai. É o foco concentrado que nos leva a realizar aquilo que é o principal.

Vemos que Jesus limitou as suas prioridades, pois Ele perseguia um objetivo bem definido: buscar e salvar os perdidos. (Lc 19.10). Jesus estabeleceu limites para si mesmo, não viajou para todo Império Romano. Conhecia as suas limitações humanas, de modo que gastou dois terços de Seu ministério com os doze apóstolos. A vida de Jesus maximizou os resultados, focalizando tempo e energia nas poucas coisas importantes.

Dale Coloway disse: ”Jesus sempre acertava em cheio nas coisas que fazia. Tornou-se poderoso, limitando-se”.

Nenhuma pessoa sozinha pode fazer tudo; ninguém deve tentar fazer tudo. Se você tentar fazer coisas demais na sua vida, provavelmente não irá conseguir realizar coisa alguma.

Aprenda com Jesus a ter um foco, um objetivo e faça da coisa principal a principal coisa. Sirva a Deus com excelência, cumpra a vontade do Senhor com todas as suas forças.

Qual é a diferença entre um rio e um pântano? Os rios correm a um destino, enquanto os pântanos não vão a lugar algum. Um rio tem margens que o limitam e o levam a um destino. Como resultado, um rio possui foco e energia. E por isso nós admiramos os rios e não os pântanos.

Não se esqueça de que a “coisa” principal da sua vida é fazer a vontade de Deus, então faça dessa “coisa” principal a principal “coisa”.

Pr Anderson Farias Luiz


OBEDIÊNCIA, FIDELIDADE E FÉ A DESPEITO DAS CIRCUNSTÂNCIAS

“Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Josué 1:9).
Na última pastoral, falei sobre o sucesso, visto ser comum, nesta época do ano, as pessoas desejarem sucesso para os outros e para si mesmas. Muitos planejam alcançar o tão sonhado sucesso em várias áreas da vida (profissional, pessoal, familiar, etc) e lutam com todas as forças para alcançá-lo. Vimos que, a princípio, não há nada de errado com tais desejos... O problema está no entendimento do que realmente significa sucesso, visto que, muitas pessoas no desejo de alcançá-lo, se envolvem tanto nesta busca que acabam deixando o mais importante de lado e, por isso, na maioria das vezes, os sonhos se transfor-mam em pesadelos, as conquistas em derrotas e, os “sucessos” em fracassos.
Por isso, de maneira resumida, vale a pena ressaltar que o sucesso é: 1). Sempre é consequência, portanto, nunca razão; é sempre efeito, nunca causa. 2). O sucesso nunca é perma-nente ou definitivo! Nesse sentido podemos dizer que “nenhum sucesso é final e nenhuma derrota é fatal”. O insucesso na perspectiva humana pode ser o começo de uma linda história de sucesso traçada por Deus na eternidade. 3). Sucesso não cai do céu, é fruto, é sempre resultado de: intimi-dade com Deus; humildade diante de Deus, e; perseverança diante das adversidades.
Sucesso é resultado... Nesse sentido podemos dizer que a providência de Deus, não exclui o trabalho do homem!
Nesta oportunidade quero destacar que obter sucesso em época de crise, dependerá da obediência, da fidelidade e da fé, no Deus da aliança, a despeito das circunstâncias.
Homens como Esdras, Neemias, Ageu, Zacarias e Malaquias, que viveram em épocas de grandes crises, como segredo para o sucesso, enfatizaram o valor da oração, da obediência, da fé em Deus e da fidelidade para com o Deus da aliança. Na visão deles, a existência destas carac-terísticas seria a causa do sucesso, independente-mente, das circunstâncias. Por outro lado, a inexistência delas, a causa das crises e desgraças...
Da mesma forma, Deus deixou claro para Josué que o seu sucesso seria consequência e dependeria da sua obediência, fidelidade e fé, no Deus da aliança, a despeito das circunstâncias.
Josué tinha 85 anos de idade, quando assumiu a liderança do povo de Deus e liderou-o por 25 anos e, sem dúvidas, a sua missão foi por demais desafiadora, para não dizer, assustadora. Na realidade, coube à Josué a tarefa de liderar a transformação da promessa em realidade!
Em Josué 1:1-9, Deus deixou claro para o novo líder do povo de Israel que o sucesso da sua liderança e a eficácia da sua missão seria alcança-do com: 1). OBEDIÊNCIA, PRONTA E IRRES-TRITA - “Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel” (Js 1:2). Deus não barganha e nem aceita postergação... O chamado é para ser aceito prontamente! 2). FÉ REALIZADORA (Fé operosa, na linguagem de Paulo) - “Sê forte e corajoso [...] Tão-somente sê forte e mui corajoso [...] Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes” (Js 1:6, 7, 9). A expressão é repetida três vezes e diz respeito à determinação e ao ânimo com que Josué deveria enfrentar os desafios que estavam adiante. A Versão Corrigida traz a expressão “esforça-te e tem bom ânimo”. A palavra ânimo vem do latim e significa “espírito ou fôlego”. Ser forte e corajoso é, portanto, manter o espírito confiante, determi-nado e positivo para as confrontações da vida. 3). FIDELIDADE INEGOCIÁVEL – “[...] dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, [...] Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito” (Js 1:7-8). Nunca é demais lembrar que o amor de Deus é incondicional, não depende da nossa reciprocidade ou do nosso acolhimento, mas, a benção de Deus não é assim. Para que sejamos abençoados Deus requer que andemos em confor-midade com a Sua vontade, a benção é condicional (Js 23:15). Nos versículos sete e oito, Deus deixa claro que o sucesso de Josué dependeria da sua fidelidade às Escrituras e do seu testemunho diante dos homens. 4). CERTEZA DA PERMA-NENTE PRESENÇA DE DEUS – “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. [...] Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. [...], porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. (Js 1:3, 5, 9). Em todos os momentos Deus estará conosco, independentemente das circunstâncias. Esta certeza é indispensável para o sucesso! Deus é fiel! Creia e serás bem-sucedido em 2017.


SER BEM-SUCEDIDO EM 2017

[...] então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1:8).

 

Sem dúvidas, a Bíblia é o manual de Deus para tudo em nossa vida, por isso, a temos como a nossa única regra de fé e prática. Estamos começando um novo ano e em meio as promessas e planos, as pessoas desejam alcançar o tão sonhado sucesso em várias áreas da vida (profissional, pessoal, familiar, etc.). Na realidade, desejar o sucesso, em essência, não é errado, o próprio Deus o prometeu aos seus servos e servas: “Guarda e cumpre todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos, depois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor, teu Deus” (Deuteronômio 12:28).

Contudo, de antemão, é extremamente importante e necessário fazermos algumas considerações bíblicas sobre o sucesso, para sermos BEM-SUCEDIDOS EM 2017.

1 - Na realidade, antes de tudo, precisamos entender que o sucesso sempre é consequência, portanto, nunca razão. É sempre efeito, nunca causa. O sucesso sempre será resultado!

2 – Assim como a beleza pode ser enganosa e vã a formosura, o sucesso pode ser ilusório e, em última análise, sempre é efêmero. O sucesso nunca é permanente. Nesse sentido podemos dizer que “nenhum sucesso é final e nenhuma derrota é fatal”.

3- Infelizmente, quase a totalidade das pessoas, quando buscam o sucesso, se envolvem tanto nesta busca que acabam deixando o mais importante e essencial de lado e, por isso, na maioria das vezes, os sonhos se transformam em pesadelos, as conquistas em derrotas, os “sucessos” em fracassos, etc.

4O sucesso não garante imunidade, muito menos, segurança. Por isso, ele não pode ser um fim em si mesmo. Na realidade, em tempo de sucesso e de vitórias, os ataques se intensificam e normalmente, nesse tempo, ficamos mais vulneráveis...

5 - “O sucesso é a antessala da obscuridade”. Poderosos servos de Deus saíram da obscuridade para o sucesso e do sucesso para a obscuridade (José, Moisés, Davi, Elias, Paulo e outros).

6 - Enquanto há cem (100) homens que sabem lidar com a adversidade, existe apenas um (01) que sabe conviver com o sucesso. A Bíblia deixa claro que é mais fácil esquecer-se de Deus no sucesso (nas riquezas), do que nas adversidades (na dor). Por isso, o conselho do salmista, no Salmos 62:10 “[...] se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”, bem como, para a oração de Agur, filho de Jaque, de Massá em Provérbios 30:8-9 “afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus”.

O sucesso, via de regra, torna os homens duros e cheios de si, extremamente autossuficientes. Pouquíssimos conseguem lidar com ele de maneira adequada, que honra e agrada a Deus.

7 – O verdadeiro sucesso é fruto de uma vida que agrada a Deus. Sucesso não cai do céu, é fruto, é resultado de: a) - INTIMIDADE COM DEUS (Dn 9:23; 10:11) b) - HUMILDADE DIANTE DE DEUS (Dn 10:12) - A busca de intimidade implica em profunda humilhação. A humildade revela dependência e quebrantamento, revela reconhecimento da Sua autoridade e obediência irrestrita; c) - PERSEVERANÇA DIANTE DAS ADVERSIDADES - O salmista diz: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça” (Sl.66:20), contudo, orar sem cessar e perseverar é essencial. Sucesso é resultado... Nesse sentido podemos dizer que a PROVIDÊNCIA DE DEUS, NÃO EXCLUI O TRABALHO (previdência) DO HOMEM.

Sem dúvidas, obedecer a Palavra de Deus, buscar o Seu reino e a Sua justiça em primeiro lugar e fazer o que é bom e reto, são condições indispensáveis que preparam o terreno para uma vida não somente de sucesso, mas, vitoriosa e com propósito. O nosso relacionamento com Deus é a base fundamental para o sucesso em todas as áreas da nossa vida.

8 – O insucesso na perspectiva humana pode ser o começo de uma linda história de sucesso traçada por Deus na eternidade. Portanto, nunca desista!

Concluindo, na quarta petição da oração dominical (Pai Nosso), Jesus nos ensina a pedir o pão de cada dia: “[...] o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11), deixando claro que o nosso Pai celestial se preocupa com as nossas necessidades mais elementares e cuida de nós a cada dia e todos os dias, por isso, não devemos andar ansiosos (Mateus 6:25-34). Com essa petição, Jesus nos ensina, dentre outras, as seguintes lições sobre o sucesso: a) - A moderação – A petição nos conduz à moderação. Calvino dizia: “o desejo ávido pela prosperidade embriaga e adormece a alma”; b) - A confiança e a dependência – Esta petição nos desafia a confiar e a depender somente de Deus. Está implícito na oração a certeza de que a vida pertence a Deus e, essencialmente, tudo depende d’Ele; c) - A generosidade – A petição diz: “dá-nos” e não “dá-me”, aqui aprendemos que o cristão verdadeiro não pensa somente em si...

Sigamos as orientações de Deus e certamente seremos bem-sucedidos por onde quer que andarmos e prosperaremos em todos os nossos caminhos, porque o Senhor, nosso Deus, será conosco ao longo deste novo ano. À todos, sucesso e abençoado 2017!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC

 


RENOVANDO A ALIANÇA

[...] considerai a grandeza do SENHOR, a sua poderosa mão e o seu braço estendido; e também os seus sinais, as suas obras, que fez no meio do Egito a Faraó, rei do Egito, e a toda a sua terra; [...] porquanto os vossos olhos são os que viram todas as grandes obras que fez o SENHOR ” (Deuteronômio 11:1-32).

 

Nessa última semana, entre o natal e o ano novo, a palavra de ordem para todos os meios de comunicação é RETROSPECTIVA. Toda a mídia se volta para as ações retrospectivas. Aparecem, também, os “analistas do futuro”, com suas previsões e especulações. Contudo, me parece oportuna a tradição de transformar os últimos dias do ano em um tempo de retrospectivas. Já que estamos nos preparando para um novo ano e esperamos que seja um novo tempo, marcado por novas experiências. Assim, não poderíamos começar bem um novo ano, sem a devida retrospectiva do ano que se finda.

À luz do texto de Deuteronômio era exatamente isso que Deus desejou fazer com o Seu povo às portas da nova terra. Deus, por meio de Moisés, convida o povo à uma retrospectiva. Após as inúmeras experiências ao longo de cerca de 440 anos e, antes do início de um novo tempo (uma nova etapa), esse interlúdio entre as duas experiências (passado e futuro), era, na realidade, uma excelente oportunidade para a RENOVAÇÃO DA ALIANÇA. O capítulo 11 de Deuteronômio é, em sua essência, um chamado à renovação da aliança. O sucesso futuro dependeria da renovação e do cumprimento da aliança e isso deveria se dá a partir de uma profunda retrospectiva. O profeta Ageu, cerca de 900 anos mais tarde, faz a mesma proposta ao povo, quando este retornava do cativeiro babilônico: “Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado. 6 Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. 7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado [...]15 Agora, pois, considerai tudo o que está acontecendo desde aquele dia [...]18 Considerai, eu vos rogo [...]” (Ageu 1:5-7 e 2:15, 18).

Diante de tantas experiências bíblicas, entendo ser o momento especial e ideal para fazermos uma retrospectiva com a perspectiva correta. Certamente, ao final, cada um de nós haverá de fazer a seguinte pergunta: Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo? (Salmo 116).

O segredo para fazermos uma retrospectiva correta é considerá-la à luz dos poderosos feitos de Deus (Deuteronômio 11:2, 7). Quando consideramos o nosso passado à luz das “grandes obras que fez o Senhor, somos fortalecidos para enfrentar as dificuldades e os desafios dos próximos dias, com a certeza de que seremos mais que vencedores, visto que, se Deus já fez, certamente, poderá fazer de novo.

Quando meditamos nas grandezas de Deus, sentimo-nos protegidos e seguros (Mateus 6:25-34). Deus fez, organizou, sustenta e conduz todas as coisas conforme a Sua perfeita vontade e, certamente, se mantivermos fiéis à aliança, Ele nos abençoará em 2017.

Renovemos a nossa aliança com Deus e adentremos o ano de 2017 com a convicção de que "NÃO HÁ IMPOSSÍVEIS PARA DEUS". Abençoado 2017!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá

 

 


ONDE ESTÁ O ANIVERSARIANTE?

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Maria deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Mateus 1:21 e Lucas 2:7).

 

Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez. Então é Natal, a festa Cristã...”

A música Então é natal (John Lennon e Yoko Ono com versão para o português de Cláudio Rabello) é uma das músicas mais ouvidas nesta época do ano. Há alguns anos ela tem sido usada para “aguçar o espírito do natal”, objetivando maximizar as vendas e suavizar os relacionamentos humanos no período natalino. Afinal, Então é natal!

Simbolicamente, natal se relaciona com nascimento de Jesus Cristo e é comemorado pela cristandade ocidental no dia 25 de dezembro.

A palavra Natal, proveniente do latim “natalis”, significa nascimento ou dia do aniversário do nascimento. Para o mundo cristão, refere-se ao dia do nascimento de Jesus Cristo. O Natal não é uma celebração bíblica. Não há nenhuma referência no Novo Testamento de cristãos celebrando o nascimento de Jesus Cristo. O dia 25 de dezembro começou a ser celebrado oficialmente como sendo a data do nascimento de Jesus somente a partir do século IV (354 d.C.) e foi oficializada em 440 d.C., já no século V.

A ideia por trás da celebração era imprimir no coração das pessoas a importância do nascimento do Filho de Deus, bem como enfraquecer as principais festas pagãs realizadas nesta época do ano, tentando cristianizá-las como, por exemplo, a festa ‘mitráica’, que celebrava o deus sol. Outro exemplo é a festa da ‘saturnália’, uma espécie de carnaval dos romanos, que acontecia entre os dias 17 a 24 de dezembro e, no dia seguinte, dia 25, era o dia do culto ao “deus sol”; o “natalis invicti solis”, que significa nascimento do vitorioso sol.

Como o cristianismo se desenvolveu de forma mais expressiva no ocidente, prevaleceu o dia 25 de dezembro como a data escolhida para a comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Entretanto, no oriente, a maioria dos cristãos comemora o natal em outras datas, como janeiro ou março.

O início dessa celebração não foi nobre e com o passar do tempo, símbolos como árvores, presentes, velas, estrelas, cartões, comidas típicas, presépio, Papai Noel, e outros aspectos foram sendo incorporados à celebração do Natal. Atualmente, acrescentou-se a filosofia consumista, motivada por um capitalismo materialista sem limites, que somados à apatia da Igreja tem ofuscado o sentido do Natal. Atualmente, de tão secularizado e profano, o Natal perdeu o seu sentido original, ou seja, a lembrança do aniversariante. Em outras palavras, milhares de pessoas comemoram o aniversário de um aniversariante desconhecido. E, infelizmente, para muitos, o Natal é hoje um aniversário sem aniversariante.

Mas, nem tudo está perdido. Se, por um lado, o real sentido da festa foi adulterado, se o dia do nascimento de Cristo é ignorado, de outra parte, tem-se que a realidade do seu nascimento é um fato histórico de profunda significação para nós. Para os verdadeiros cristãos, Natal é a celebração do cumprimento das profecias do Antigo Testamento. E, portanto, é a adoração ao Deus forte e poderoso que não pode mentir e que cumpre todas as Suas promessas. Natal é sinônimo de Boas Novas e esperança de salvação!

Assim sendo, afirmamos que esse é um tempo ideal para proclamarmos, em alto e bom som, que a promessa se cumpriu (“um menino nos nasceu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome é: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Senhor e Salvador!” - Isaías 9:1-7; Miqueias 5:2-15) e, que

Jesus Cristo - a razão do Natal - é a única esperança para a humanidade. A paz sugerida pelo “espírito natalino” só se torna real e verdadeira quando Cristo nasce no coração do homem.

Natal é tempo de reflexão, de paz, de esperança. É tempo de amar, perdoar e de reconciliar-se, porque esse foi o exemplo que Jesus Cristo nos deixou. Por isso, o nascimento de Jesus Cristo mudou a história. Vivamos o verdadeiro natal!

 

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá

 


NASCEU O REI DOS REIS!

 

[...]segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, 10 e manifestada, agora, pelo nascimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2ª Timóteo 1:8-10).

 

 

Chegou o natal! Já estamos no clima do natal e as emoções já estão à flor-da-pele. Conforme vimos na última pastoral, devemos celebrar o natal agradecidos porque "Deus nos visitou”, dando-nos Jesus, que nasceu para nos salvar. “Deus visitou o seu povo”, é uma expressão que se repete nas Escrituras e são palavras que têm um sentido especial. Têm relação com proximidade, com presença, com sentir nossas dores, com agir em nosso favor, com mudar a nossa sorte. Significa que Deus visitou o Seu povo para trazer alegria onde havia choro, vida onde havia morte, libertação ou havia escravidão, fartura e abundância, onde havia escassez e fome, salvação, onde havia condenação. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo 69 e nos suscitou plena e poderosa salvação” (Lucas 1:68-69).

Natal é isso! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

À luz do pensamento paulino exposto em 2ª Timóteo 1:8-10, observamos que natal significa a revelação, no tempo presente, das bênçãos outorgadas por Deus na eternidade. Na eternidade, (“antes dos tempos eternos” - “antes da fundação do mundo” – Ef 1:4), Deus em Cristo, “nos escolheu e em amor nos predestinou para Ele”. Paulo diz que Deus nos salvou “não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação (propósito) e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos 10 e manifestada, agora, pelo aparecimento (com o nascimento) de nosso Salvador Cristo Jesus”.

Segundo o apóstolo Paulo, dentre outras, duas grandes bênçãos advindas do nascimento (encarnação) de Jesus Cristo, podem ser destacadas: 1). [...] pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte” - Em Sua primeira vinda, Jesus não só derrotou a morte, como também, a colocou completa e cabalmente fora de combate. Jesus a tornou ineficaz, obsoleta. A morte não tem mais poder sobre a vida do crente. 2). “[...] como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (v.10) – A obra de Jesus não somente derrotou totalmente a morte, como, também, trouxe à luz (exibindo em Sua própria e gloriosa ressurreição) vida e imortalidade (incorruptibilidade). estas são as boas novas do evangelho. Natal é isso!

Portanto, celebremos o natal! Natal é tempo de transbordar no Amor que promove a unidade e paz entre os homens! Natal é tempo de reflexão; de paz; de esperança, e; de amar, perdoar e de reconciliar. Natal significa que Deus ama e cuida do Seu povo escolhido. Louvado seja Deus “porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:7).

 

Vivamos o verdadeiro natal!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá

 


O NASCIMENTO QUE MUDOU A HISTÓRIA! DEUS VISITOU O SEU POVO.

 

 

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação (Lucas 1:68-69)

 

O ano se aproxima do fim e, o tempo de celebrarmos o natal está chegando. Penso que no geral, especialmente no mundo cristão, todos sabem que natal é a festa cristã que comemora o nascimento de Jesus Cristo.

A despeito de todas as adições espúrias impostas pela mídia ávida por lucros e por tradições pagãs ou religiosas desprovidas de sentido bíblico, que adulteraram o verdadeiro sentido do natal, não há como negar, que o natal é uma época atípica, cheia de sentimentos especiais que fazem as emoções ficarem à flor-da-pele!

Mesmo em meio aos sentimentos e emoções do natal, nunca é demais lembrar que natal significa que Deus, na Sua infinita misericórdia, "visitou o Seu povo", enviando-nos, não só um grande profeta, sacerdote e Rei, mas o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador.

“Deus visitou o Seu Povo" e, portanto, celebrar o natal é celebrar essa visita, dando glória a Deus, que nos amou de tal maneira, que enviou o Seu Filho, nascido sob a Lei, para nos resgatar da maldição da lei, pagar os nossos pecados e apresentar-nos ao Pai como filhos puros e imaculados de coração.

Por isso, devemos celebrar o natal, agradecidos, porque "Deus visitou o Seu povo", dando-nos Jesus, que nasceu para nos salvar... “Deus visitou o seu povo”, é uma expressão que se repete nas Escrituras e são palavras que têm um sentido especial... Tem relação com proximidade, com presença, com sentir nossas dores, com agir em nosso favor, com mudar a nossa sorte e, significa que Deus visitou o Seu povo para: 1) Trazer alegria onde havia choro e vida onde havia esterilidade; 2) - Trazer libertação onde havia escravidão; 3) - Trazer fartura e abundância, onde havia escassez e fome; 4) - Trazer salvação, onde havia condenação (Lucas 1:68-69); 5) - Trazer milagres (para restituir), onde ouve perdas.

Entretanto, mesmo não sendo uma celebração textualmente requerida na Bíblia, de não existir nenhuma referência no Novo Testamento de cristãos celebrando o nascimento de Jesus Cristo (basicamente só duas festas eram celebradas pelos primeiros cristãos: a páscoa [morte e ressurreição de Jesus] e o pentecostes [a descida do Espírito Santo]); o nascimento de Jesus é um fato histórico e a Bíblia enfatiza a sua importância histórica e teológica.

Por isso, com os pressupostos Bíblicos, é correto celebrar o natal, destacando, principalmente, que o nascimento de Jesus Cristo é, literalmente: Um ato de amor (João 3:16); Uma oferta de perdão (Colossenses 2:8-15); A única possibilidade de reconciliação (Colossenses 1:13-14, 19-22 - Romanos 5:10 “Fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho”).

Por isso, a despeito do egoísmo, do materialismo, do consumismo desse “espírito do natal” que reina hoje, para o verdadeiro cristão, natal é tempo de amar, perdoar e de reconciliar.

“[...]segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, 10 e manifestada, agora, pelo nascimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2ª Timóteo 1:8-10).

Vivamos o verdadeiro natal!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa


UM CORAÇÃO AGRADECIDO

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR (Salmo 103:1-2, 22)

 

A palavra gratidão no Novo Testamento (“ações de graça”), traz em seu bojo um sentimento de alegria. Refere-se a atitudes de reconhecimento alegre e voluntário, da obra de Deus, independente e a despeito de nós. Significa agradecer à Deus com alegria por favores imerecidos. A palavra deixa claro que os todos os favores e recompensas de Deus, são frutos da Sua graça, por isso, os cristãos verdadeiros trabalham por gratidão e obediência, não por galardão.

Na visão Bíblica, a gratidão é uma das virtudes que mais dignifica a alma humana e que mais agrada a Deus. Deus sempre será exaltado por um coração grato. Por isso, o pecado da ingratidão é um dos pecados que mais aborrece a Deus. Certamente a ausência de um espírito de gratidão é uma das principais raízes da apostasia. Quando se perde o prazer de agradecer, deixa-se de reconhecer a Soberania de Deus. Quando deixa de ser agradecido, o homem perde a sua referência existencial, ou seja, deixa de ser criatura, em tudo dependente, para tornar-se criador, numa atitude de usurpação (Romanos 1:21).

Biblicamente é impossível louvar a Deus, sem ser agradecido. É impossível orar ou fazer qualquer outra coisa com real significado, sem ser agradecido. Por isso, devemos ser gratos por tudo (Efésios 5:20), em tudo (1ªTessalonicenses 5:18), com tudo (Salmo 103) e, em todo o tempo (Efésios 1:16).

Para o apóstolo Paulo, ser grato ou agradecido, além de ser um mandamento, é uma bênção e é prazeroso: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, 13 a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. 14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. 16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna. 17 Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (1ªTimóteo 1:12-17). É, por causa desta consciência e coração agradecido, é que Paulo ordena aos colossenses: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:16-17) .

O rei Davi, também, muito tempo antes, por meio de vários hinos (Salmos 103; 105), expressou sua gratidão a Deus por todos os Seus favores e benefícios, os quais, ele não merecia. Da mesma forma, o escritor do conhecidíssimo Salmo 116, revela um deleite contagiante e uma gratidão tocante, em face dos poderosos benefícios de Deus para com ele. Nesse Salmo, o salmista faz uma retrospectiva da providência de Deus em seu favor e jubiloso declara a sua gratidão e o seu amor para com Deus que ouve as orações sinceras; que é compassivo, justo e misericordioso; que livra os Seus amados dos “laços da morte e das angústias do inferno” e guarda os humildes, e; que consola, liberta e salva. Assim, impactado com todos os poderosos feitos de Deus, ele se pergunta: “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” (v.12). Movido pelo Espírito de Deus ele chega à seguinte conclusão: “Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o nome do SENHOR. Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo” (v. 17-18). É assim que tem que ser a vida do cristão verdadeiro, marcada pala gratidão por tudo, em tudo, com tudo e, em todo o tempo.

Devemos fazer tudo, com excelência e gratidão, para a glória de Deus. Seja qual for a sua atividade, sendo lícita e ética, sendo boa e agradável a Deus, faça com alegria. Faça com gratidão. Faça o melhor para Deus nos seus estudos. Faça o melhor para Deus no seu trabalho. Faça o melhor para Deus na sua família. Faça o melhor para Deus na sua Igreja. Faça o seu melhor por gratidão! Saiba que a sua gratidão te motivará a adorar a Deus verdadeiramente, viver por Ele, e proclamar o Seu evangelho para todos, em todos os lugares. “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”(1ª Tessalonicenses 5:15-18).

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá

 

 


OBEDIÊNCIA E COMUNHÃO

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (João 14:21).

 

Indiscutivelmente, a obediência é uma das principais marcas do caráter do verdadeiro cristão e está na base dos seus relacionamentos com Deus e com os outros (vertical e horizontal).

A carta de Tiago, com os seus 5 Capítulos e 108 versículos, apresenta-nos 54 mandamentos e todos eles estão relacionados com uma vida cristã marcada pela obediência. A grande preocupação de Tiago é com a “vida cristã” e, segundo ele, o maior problema para a vida cristã é a “inconstância”, ou seja, a condição em que o homem se divide entre a lealdade a Deus e as propostas enganosas do mundo (Diabo).

Na visão de Tiago, a vida cristã tem relação direta com o caráter cristão bem formado e, a obediência é uma das suas marcas principais. Para ele, o caráter tem relação com o “homem interior”, é o que somos por dentro, principalmente, quando não tem ninguém por perto e, isto tem relação direta com a obediência a Deus.

Por meio de Moisés, Deus fez questão de repetir as seguintes instruções: “Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma 13 para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?” E, ratifica: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; 16 se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la. 17 Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires,18 então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres.19 Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, 20 amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Deuteronômio 10:12-13; 30:15-20).

Portanto, sem dúvidas, a obediência é uma das principais marcas do caráter do verdadeiro cristão e está na base dos seus relacionamentos e, é condição indispensável para o seu reconhecimento como filho de Deus, integrante do “Pacto”. Ninguém poderá ser considerado “santo” (povo do pacto, povo separado) sem ser obediente.

A santidade começa na mente e se expressa nas ações e isto será impossível se não houver uma atitude de diligente obediência em todas as áreas da vida. Na essência, a obediência tem relação com retidão e prática, aliás, a essência do pecado consiste na desobediência do homem à vontade de Deus, expressa nas Escrituras Sagradas. Segundo o Breve Catecismo, “pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão desta lei”. A desobediência gera o pecado e leva à morte; a obediência gera a justiça e leva à vida eterna (Rm 5:19; Hb 5:8).

A “comunhão dos santos”, depende da relação obediente destes para com Deus. A relação pactual exigia do povo “separado”, basicamente, três atitudes de obediência total, exclusiva e incondcional à Deus, a saber: Ouvir somente a Ele; Curvar-se somente diante d’Ele; Depender exclusivamente d’Ele.

Em obediência, experimentaremos, dentre outros os seguintes benefícios (bênçãos): a verdadeira alegria e felicidade, a proteção e paz de que tanto necessitamos e, a prosperidade real, que tem valor na essência (Salmos 81:1-3, 14-15, 16; Filipenses 4:19). “A obediência é o brilhante na coroa de um caráter verdadeiramente cristão” e, o tempero indispensável em seus relacionamentos, com Deus e com os outros.

Disse Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). É no amor que a vida cristã acontece e esse acontecimento chama-se “comunhão”, vida partilhada entre Deus e seres humanos. E este amor nos envia uns aos outros, pois a obediência a Deus nos levará ao amor ao próximo. A obediência gera no verdadeiro cristão um profundo senso de pertencimento, levando-o a crer que, de fato, está seguro “nas mãos de Deus”. “É o céu vindo a nós e nos habitando, antes de podemos nele habitar”. É assim a fé cristã: amor que leva à obediência e fortalece a comunhão entre Deus e pessoas e de pessoas entre si. Faça o seu melhor da comunhão!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá


RESTAURAÇÃO DE RELACIONAMENTOS

RESTAURAÇÃO DE RELACIONAMENTOS

José beijou a todos os seus irmãos(Gênesis 45:15).

            A narrativa Bíblica de Gênesis 37 a 50, ocorrida por volta do ano 1.700 a.C., nos apresenta a história de José, um jovem, amado pelo pai, mas, desprezado e odiado pelos irmãos, que saiu de um poço escuro para um suntuoso palácio; da humilhação para a exaltação; da pobreza para a riqueza; da preterição para a glória; da prisão para a liberdade e autoridade, em apenas 13 anos. Dentre as muitas lições que podemos tirar da vida e da história de José, certamente, uma das mais impactantes é a de que o Deus de José é o Deus da restauração. O Deus que pode transformar vidas, histórias e restaurar relacionamentos.

            Aliás, do Gênesis ao Apocalipse, Deus se revela como o Deus da restauração; O Deus que tem poder para quebrar e fazer de novo; O Deus que corrige; O Deus da segunda oportunidade (1ª Reis 19:7). Em Jeremias 18:1-6, por meio do profeta, Deus deixa claro que Ele pode, do mesmo barro, fazer um vaso novo.

            No Salmo 126, o salmista destaca a alegria e perplexidade do povo, diante da restauração promovida por Deus (“Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles” – v.1-2).

            De fato, o nosso Deus é o Deus da restauração e o próprio Senhor Jesus disse: “quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:38).

            Quando você crer que o nosso Deus é o Deus da restauração, você sabe que “ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5). Você, também sabe, que a crise de hoje, pode não ser o fim, mas sim, o começo. A sequidão de hoje (o deserto de hoje) não é motivo de desânimo e desespero, mas, desafio de clamor e o começo de um novo tempo. O deserto de hoje, poder ser um jardim florido amanhã. Quem crer no Deus da restauração, sabe que Ele está no controle.

            A verdadeira restauração é obra exclusiva de Deus e, é a essência do Evangelho. Em 2ª Coríntios 5:18 lemos: “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo”. O projeto de Jesus foi o de reconciliar homens com Deus.

            Provavelmente, excetuando Jesus, ninguém tenha sido, em toda a história, mais rejeitado e incompreendido do que José e, como resultado, experimentou muito sofrimento e decepções. Podemos dizer que adversidade era o sobrenome de José! José foi rejeitado pelos irmãos, traído pela patroa, incompreendido, julgado e condenado sumarissimamente pelo patrão. Vinte e dois anos afastado da família. Por esses e outros sofrimentos, podemos imaginar a dor de José e que ele tinha tudo para ter o coração cheio de mágoas, rancores e ressentimentos, contudo, não é esse o testemunho que temos dele nas Escrituras. Pelo contrário, ele sempre manteve um espírito dócil diante de todas as adversidades e injustiças. Por que? Primeiramente, porque José creu na soberania de Deus e tomou posse do Seu amor (Gênesis 45:5,7-8). Ele não guardou mágoas em seu coração porque sabia que Deus estava no controle de tudo e, a despeito de todas as circunstâncias adversas, ele sabia que o Deus soberano o amava. Em Gênesis 50:20 ele diz:  “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”.

            Também, podemos destacar que José se recusou a vingar, ele não guardou e nem alimentou mágoas, por isso, recusou a vingança. Ele decidiu soltar as mágoas e sentimentos ruins, ao invés de prendê-los. Ao dar o nome de MANASSÉS ao seu primogênito, ele estava dizendo: “Deus me fez esquecer de todos os meus sofrimentos” (Gênesis 41:51). Ele foi um homem que olhava para frente e sabia que esquecer significava superar. Depois de Manasses, ao segundo filho ele deu o nome de Efraim, que significa “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”(v.52).

            José se recusou a vigar, em Gênesis 50:19 vemos: “Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” Agostinho de Hipona (354 d.C. – 430 d.C.) orava dizendo: “Oh Senhor, livra-me da lascívia de estar sempre me vingando”.

            Por fim, José, a despeito de todos os sofrimentos, decepções, desilusões e frustrações, não guardou mágoas, rancores e ressentimentos no coração porque preferiu o perdão e a reconciliação. José nunca tomou a atitude de pagar o mal com mal (Gênesis 42:25; 44:1). O desejo de fazer algo de bom para aqueles que nos magoam é um bom sinal de que a amargura não criou raízes. Perdoar é aceita! No reencontro e na restauração com seus irmãos, podemos ver que José também estava sendo tratado. O perdão não traz alivio apenas para os que o recebem, mas, principalmente, para aqueles que perdoam. “José beijou a todos os seus irmãos” (Gênesis 45:15). O perdão liberta a alma de que perdoa! Agora a alma de José estava restaurada e livre.

            Não importa quão doente ou imperfeita a sua vida... esteja ou seja. O estado de derrota em que você se encontra, não é, necessariamente, seu estado final. Deus, o nosso poderoso Pai, é especialista em restauração e pode restaurá-la. Há esperança! E, a esperança tem nome: Jesus!

            Somente Deus pode mudar corações amargurados e promover o perdão. Ele pode entrar em sua vida e/ou casa com salvação, cura e restauração. Creia nesta verdade!

            Por isso, apesar de nós e das nossas imperfeições, podemos crer que o nosso Deus é Deus da restauração e sempre restaura para melhor... Relacionamentos restaurados, comunhão abençoada!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


FAÇA O SEU MELHOR NA COMUNHÃO

FAÇA O SEU MELHOR NA COMUNHÃO

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15).

            Comunhão é o invólucro da evangelização, ela tanto precede como sucede a evangelização eficaz. A evangelização verdadeira nasce da Comunhão e, necessita dela para que seus frutos sejam saudáveis.

            A comunhão precede a evangelização, visto que, somente uma Igreja saudável evangeliza com eficácia e, os novos convertidos, frutos da evangelização, precisam ser integrados na Igreja, onde devem encontrar um ambiente de comunhão propício ao seu crescimento espiritual.

            Sabemos que desde a queda dos nossos primeiros pais no Éden, na essência, a raiz do problema da humanidade é “vertical”, refere-se ao relacionamento da criatura com o seu Criador. “Em última análise, todos os problemas humanos são sintomas, e a separação de Deus é a causa”.

            A Bíblia é a história do desenvolvimento do plano de Deus para restaurar a comunhão d’Ele com os Seus escolhidos.Adão e Eva perderam sua comunhão com Deus por causa do pecado, mas, graças a Deus, através de Jesus Cristo podemos novamente gozar da comunhão com nosso Criador. O que foi perdido no Jardim do Éden é restaurado em Cristo.

            Por isso, estar em comunhão com Deus é a maior dádiva que alguém pode possuir e, tal comunhão, deve ser o maior anseio da nossa vida. Quando mais perto de Deus andamos, mais Deus terá prazer em nós e mais nós nos deleitaremos nele. “A intimidade de Deus é para aqueles que o buscam e o temem. Devemos desejar a Deus mais do que as bênçãos de Deus. Deus é melhor do que suas dádivas. A intimidade de Deus é melhor do que os melhores tesouros deste mundo” (Rev. Hernandes Dias Lopes).

            Na vida, nada se compara ao relacionamento com Deus.

Quando Jesus disse aos Seus discípulos “já não vos chamo servos [...]; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15), Ele estava dizendo que o Seus discípulos não são simples seguidores dos Seus mandamentos e leis, mas, que eram Seus amigos. Que privilégio! Comunhão com Deus é a boa parte. Disse Jesus:“Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lucas 10:42).

            Portanto, “reconheçamos o Senhor em todos os nossos caminhos e Ele endireitará as nossas veredas” (Provérbios 3:6). Faça o seu melhor na comunhão!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


É TEMPO DE COMUNHÃO, O EXEMPLO DA IGREJA PRIMITIVA.

É TEMPO DE COMUNHÃO, O EXEMPLO DA IGREJA PRIMITIVA.

Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. [...]Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos” (Atos 2:42, 46, 47).

            Crescer em comunhão é o nosso alvo neste trimestre, por isso, o tema proposto é “faça seu melhor na comunhão”. Sem dúvidas a comunhão com Deus e entre os irmãos é a marca de qualquer Igreja verdadeira. Aliás, se a comunhão não existir e crescer na Igreja, certamente ela não subsistirá. Portanto, comunhão é um dos grandes alvos da Igreja! Por isso, estar em comunhão com Deus e com os irmãos é uma grande e maravilhosa dádiva e deve ser o maior anseio da nossa vida. Quando mais perto de Deus andamos, maior será a nossa comunhão com os irmãos, visto que, o nosso relacionamento com Deus é a base para o nosso relacionamento com os irmãos e com o próximo. Estão intimamente relacionados (1ª João 4:20-21). 

            Um excelente exemplo para nós sobre a comunhão é, sem dúvidas, a “Igreja primitiva”, que mante profunda comunhão com Deus e uns com os outros. E à luz do nosso texto, podemos ver que a comunhão da “Igreja primitiva” se fundamentava em quatro pilares:

1 – “[...] perseveravam na doutrina dos apóstolos” (v.42) - Sem dúvidas, a sã doutrina é indispensável tanto para a comunhão “vertical” (com Deus), quanto para a comunhão “horizontal” (com os irmãos e com o próximo). 2 – “[...] no partir do pão” (v.42) - A expressão “partir do pão” não diz respeito a uma refeição típica da época, mas diz respeito à prática da Ceia do Senhor, é de uso restrito à ceia. Segue-se que, com absoluta certeza, a igreja primitiva mantinha-se firmada constantemente no memorial da morte de Cristo. Recordar o Sacrifício de Cristo em favor deles, para redenção dos seus pecados, bem como, as promessas da sua vinda, era de grande importância para a vitalidade do Corpo de Cristo. 3 – “[...] nas orações” (v.42) - A “Igreja primitiva” vivia em constante oração, quer comunitária, como individual. As orações sempre tiveram um papel fundamental na vida da Igreja. A Igreja orava junto diante de situações positivas e negativas. Lucas nos mostra que em situações diferentes das habituais, “havia incessante” oração por parte da Igreja. A prática do Corpo de Cristo exige a Oração, ela é a respiração de sua fé. A oração deve ser a genuína expressão do nosso coração e reflexo de nossa autêntica fé. 4 – “[...] louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo” (v.47) - Esta é uma das poucas referências encontradas em Atos que descreve essa atitude dos cristãos. Isso, no entanto, não quer dizer que os primeiros cristãos não adoravam a Deus, mas que suas reuniões estavam mais voltadas para a instrução, a oração e a comunhão. Contudo, devemos notar que todos os outros fatos ocorriam enquanto os cristãos louvavam a Deus. Não podemos esquecer que a essência do louvor está na vida pessoal. Segundo a definição de Hebreus, o louvor é resultado de lábios que confessam o nome de Cristo (Hb.13.15). Observe que isso deve ser feito “com salmos, hinos e cânticos espirituais” (Cl.3.16), por que fomos escolhidos “para sermos para louvor de sua glória” (Ef.1.12).

            Como fruto da comunhão com Deus (vertical) e com os irmãos (horizontal), a Igreja evangelizou mais, cresceu mais, foi diferente e fez a diferença.

            Não pode haver cristianismo sem a comunhão dos santos; esta, além de ser o vínculo da perfeição, torna visível a unidade da fé. Levemos em conta, também, ser a comunhão dos santos a recomendação que nos faz o Senhor Jesus: "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (João 13:34-35). Faça o seu melhor na comunhão!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


COMUNHÃO: IGUAIS, PORÉM, DIFERENTES!

COMUNHÃO: IGUAIS, PORÉM, DIFERENTES!

SOB O NOVO MANDAMENTO.

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:34-35)

 

            Crescer em comunhão é o nosso alvo neste trimestre, sem dúvidas, porém, conforme já aprendemos, a nossa comunhão com Deus é a base para o nosso relacionamento com o próximo e com os irmãos. De fato, sem comunhão vertical, não existirá comunhão horizontal (1ª João 4:20-21). A nossa comunhão uns com os outros está diretamente ligada à nossa salvação, à nossa reconciliação com Deus. Como disse o apóstolo João: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1ª João 1:7). 

            É fato que o pecado não deixou nada intacto nem no homem e nem no universo, tudo foi contaminado. Todos somos pecadores e nesse sentido, todos somos iguais. Contudo, os que nasceram em Cristo, vivem sob o novo mandamento e são diferentes. Infelizmente, as imperfeições existem! Não existe Igreja (“visível”) perfeita! Entretanto, sob o novo mandamento, a Bíblia nos desafia a vivermos, na Igreja, uma experiência diferente. As imperfeições podem ser superadas, as fraquezas podem ser fortalecidas, o incompleto pode ser completado, as barreiras podem ser derrubadas, o passado pode ser vencido (no presente) pelas certezas do futuro. Esse é o propósito da comunhão!

            A Igreja é lugar de relacionamentos mútuos, que visam à unidade do corpo e a edificação de cada membro, como explica o apóstolo Paulo, escrevendo aos efésios (Efésios 2:19-22 e 4:15-15).

            À luz da Bíblia podemos ver que a proposta de Deus para a eficácia dos relacionamentos na “família da fé” (a Igreja) está na mutualidade. Na “família de Deus”, a experiência de cada membro é uma via de mão dupla, de mutualidade. Como membros do “corpo de Cristo”, somos também, “membros uns dos outros” e, portanto, inevitavelmente, temos responsabilidades mútuas. Não é sem propósito que a Bíblia diz: “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” e “exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” e, completa com severa advertência: “se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (Romanos 12:15;  Hebreus 3:13; Gálatas 5:15).

            Já sabemos que enquanto o pecado fizer parte da nossa história, os problemas e conflitos existirão e sempre dificultarão a nossa comunhão uns com os outros. Não há dúvidas de que a mutualidade é a resposta de Deus para que os Seus filhos (os membros da Sua família) construam relacionamentos saudáveis e vivam em comunhão como Ele quer.

            Biblicamente, quando falamos de comunhão uns com os outros, estamos falando da proposta de Deus para vencermos o pragmatismo e a superficialidade e, experimentarmos um nível (uma dimensão) mais elevado da vida cristã, com verdadeira “exortação em Cristo, consolação de amor, comunhão do Espírito [e] entranhados afetos e misericórdias”. A comunhão uns com os outros, conforme ensinada na Bíblia, basicamente contribui para a valorização dos relacionamentos; a preservação da unidade do Corpo de Cristo; o crescimento coletivo e individual dos membros e, também, para promover o serviço cristão.

            A Igreja como organização é igual a todas as outras porque, como as demais, é formada de pecadores; contudo, concomitantemente, como organismo (Corpo de Cristo) é diferente, e como tal, busca preservar a unidade, manifestar a diversidade e viver em comunhão (mutualidade).

            Assim sendo, a Igreja será diferente e fará a diferença à medida que compreender e praticar a verdadeira comunhão entre os irmãos. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Salmo 133:1).

            Lembremo-nos, sempre, da recomendação do Senhor Jesus: "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (João 13:34-35). Faça o seu melhor na comunhão!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O EXERCÍCIO EFICAZ DO OFICIALATO NA IGREJA

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O EXERCÍCIO EFICAZ DO OFICIALATO NA IGREJA

“Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel (1ª Coríntios 4:1-2).

            Seguindo com nosso estudo sobre o diaconato, considerando a proximidade das eleições para esse ofício em nossa Igreja, observaremos hoje, que os princípios para o diaconato são, em geral, exigências comuns aos membros da Igreja. No entanto, devemos estar atentos para o fato de que todos esses princípios (“requisitos”) são muito mais importantes e exigidos num grau muito mais elevado daqueles a quem se confiou a inspeção e supervisão espirituais da Igreja. Assim como ocupam lugar de maior honra e autoridade que o dos outros membros da Igreja, detêm do mesmo modo, uma posição de muito maior responsabilidade.

            O primeiro princípio ou requisito, refere-se à vocação. Na Igreja de Cristo ninguém tem autonomia para se autonomear. Pastor, Presbíteros e Diáconos, todos, sem exceção, precisam ser vocacionados por Deus para estes ofícios (Hebreus 5:4). Portanto, para qualquer homem exercer o diaconato, precisará primeiro, do chamamento divino.

            A CI (Constituição da IPB), em seu Artigo 108, prescreve essa verdade com uma perfeita compreensão bíblica: “Vocação para ofício na Igreja é a chamada de Deus, pelo Espírito Santo, mediante o testemunho interno de uma boa consciência e a aprovação do povo de Deus, por intermédio de uma Assembleia (ou Concílio)”.

            João Calvino (1509-1564) comenta: “O que torna válido um ofício é a vocação, de modo que ninguém pode exercê-lo correta ou legitimamente sem antes ser eleito por Deus [...]. Nenhuma forma de governo deve ser estabelecida na Igreja segundo o juízo humano, senão que os homens devem atender à ordenação divina; e, ainda mais, que devemos seguir um procedimento de eleição preestabelecido, para que ninguém procure satisfazer seus próprios desejos. [...] Segundo é a promessa de Deus de governar sua Igreja, assim ele reserva para si o direito exclusivo de prescrever a ordem e forma de sua administração” (Exposição de Hebreus 5:4, p. 127-128). “A Deus pertence com exclusividade o governo de sua Igreja. Portanto, a vocação não pode ser legítima a menos que proceda dEle” (João Calvino, Gálatas 1:1, p. 22).

            O serviço que prestamos a Deus deve ser visto não como uma fonte de lucro ou projeção, mas como resultado de um chamado irrevogável de Deus (Romanos 1:1; 1ªCoríntios 1:1; 2ªCoríntios 1:1; Efésios 1:1; Colossenses 1:1).

            O diácono deve ser eleito pela Igreja (At 6:5). A eleição é uma evidência de que Deus vocacionou aquele irmão para o respectivo ofício. Por isso, a Igreja deve buscar a orientação de Deus com fé e submissão, certa de que Deus também manifesta a Sua vontade por intermédio da assembleia. O ato da ordenação confirma isso (Atos 6:6).

            O segundo princípio ou requisito, para o exercício do diaconato, refere-se ao fato de só poderem ser escolhidos dente os discípulos (Atos 6:1,3). Os diáconos seriam escolhidos pela Igreja, dentre os discípulos de Cristo. O diaconato não pode ser terceirizado. Portanto, ser discípulo de Jesus é condição “sinequanon” para ser diácono na Igreja. Os diáconos servem a Igreja como servos de Cristo. No segundo século, Inácio (30-110 AD), bispo de Antioquia da Síria, em carta endereçada à Igreja de Trales,diz: “os que são diáconos dos mistérios de Jesus Cristo agradem a todos em tudo. Pois não é de comidas e bebidas que são diáconos, mas são servos da Igreja de Deus”.

            Na visão do apóstolo Paulo, o verdadeiro discípulo de Jesus, imita-O em tudo, andando (vivendo) em amor como filhos obedientes (Efésios 5:1-17) e desta forma, horam o Evangelho de Cristo e não escandalizam a Sua Igreja (1ª Coríntios 10:32). Desta forma, aquele que verdadeiramente é chamado para o diaconato,“procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2ªTimóteo 2:15).

            Ante ao exposto, fica claro que o diaconado, por sua origem divina, trata-se de um ofício extremamente relevante e indispensável no ministério da Igreja, o que justifica a exigência de alto padrão para exercê-lo.

            Portanto, diaconato é: “VOCAÇÃO E DISCIPULADO EM AÇÃO!”

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


MISSÕES, NOSSA MISSÃO INADIÁVEL.

MISSÕES, NOSSA MISSÃO INADIÁVEL.

É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

            Nesta pastoral, quero compartilhar com os irmãos algumas verdades teológicas e práticas sobre a responsabilidade missionária da Igreja.

            No dizer de John Stott (falecido em julho de 2011), "missões emerge da própria natureza de Deus". Foi o Deus vivo quem enviou Jesus Cristo, Seu Filho, o Espírito Santo, os Apóstolos e a Igreja e, por sua vez, a nós outros, os crentes dos últimos dias. Portanto, missões não é obra de homens ou da igreja (organização), missões é obra de Deus! Esta perspectiva nos guarda contra toda atitude de autossuficiência e independência na tarefa missionária. Se missões é de Deus, então é d’Ele que a Igreja deve depender na sua participação nesta tarefa. Isto implica numa profunda atitude de humildade, obediência e de oração.

            Por outro lado, se missões é de Deus, podemos ter a certeza e a segurança de que é Deus quem está comandando a expansão do Seu reino e, Ele realizará os Seus propósitos de maneira cabal e eficaz. Mas, também, devemos considerar que, se missões é obra de Deus (“obra santa”) e não de homens, as armas que devemos usar não são armas humanas e sim espirituais. Os inimigos da obra missionária não são os homens (“sangue e a carne”), mas, sim, segundo o apóstolo Paulo em Efésios 6:12-18, são “[...] os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. A batalha é espiritual, o homem comum não tem nenhuma chance contra o diabo. Por isso, nenhum missionário terá chance ou sucesso na obra missionária, usando somente as suas armas e/ou recursos humanos e materiais. Enquanto não se apoderar da “armadura de Deus” (v.13) [a verdade de Deus, a justiça de Deus, o evangelho de Deus, a fé que procede de Deus, a certeza da salvação de Deus, a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus], “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (v.18), não terá êxito.

            Assim sendo, fica claro que a razão da obra missionária não está no ser humano, na sua carência de Deus, ou no seu amor para com aqueles que não têm Deus, mas, na iniciativa e na misericórdia de Deus, isto é, na Sua Soberania. Por isso, o próprio Deus providenciará os meios e os instrumentos e os levará a bom termo para a salvação dos Seus escolhidos.

            Diante do exposto, podemos destacar as seguintes verdades sobre “missões como a nossa missão inadiável”: 1). Missões têm a sua origem na própria Trindade - Missões é uma categoria que pertence a Deus. Antes de ter uma conotação humana que fala da tarefa da Igreja e, antes de ser da Igreja, é de Deus. A graça de Deus é um assunto central nas Escrituras, o amor do Deus eterno pelo Seu povo é profundamente impactante e transformador. Deus é a fonte e a finalidade da obra missionária, o Evangelho de Deus veio a nós por Sua maravilhosa graça, manifestada por meio da obra salvífica realizada pelo Filho de Deus, Jesus Cristo e, aplicada eficazmente pelo Espírito Santo, para a salvação dos eleitos do Pai. 2). O instrumento da missão é a Igreja - Deus é o agente e a origem da missão, contudo, Ele não trabalha sozinho. Deus escolheu um povo específico como instrumento da Sua missão. Elegeu um povo e com ele fez uma aliança peculiar a fim de que este povo fosse a Sua testemunha no meio das nações (Gênesis 12:3; Êxodo 19.5-6; Efésios 3:10; 1ª Pedro 2:9-10). Para atingir alvos universais, a restauração de toda a criação, Deus escolheu meios particulares, um povo, o Seu povo! 3). O propósito pragmático das missões é a salvação dos eleitos - Missões é a missão de salvação. A existência de toda a Bíblia é a primeira evidência de que Deus tem um propósito salvífico para humanidade caída. De Gênesis 3 a Apocalipse 22:17, Deus chama o homem ao arrependimento. Jesus disse que “o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10) e, Ele mesmo disse: Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio(João 20:21). 4). O alvo e o fim último (supremo) de missões é a glória de Deus - O verdadeiro e essencial alvo e o fim último de “missões” (da missão) é a glória de Deus, não a atividade missionária em si. A adoração a Deus é a mola propulsora e o alvo último e essencial da Igreja. Assim sendo, podemos dizer que o alvo da obra missionária é a alegria dos povos na grandeza de Deus (1Cr 16:31; Isaías 66:18; Apocalipse 7:9-12).

            Concluindo,    vale ressaltar que a obra missionária da Igreja é tarefa imperativae intransferível e, exige obediência e urgência.

            Portanto, “façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia”!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IPC


CLAMOR DAS NAÇÕES, ORDEM DE DEUS, TAREFA DA IGREJA!

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura [...] E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” 

(Marcos 16:15, 20)

Não há dúvidas de que missões têm a sua origem no próprio relacionamento da Trindade e encontram o seu instrumento na incumbência missionária atribuída à Igreja, cujo propósito é a salvação dos eleitos, para a glória de Deus. Nesse sentido, para a nossa edificação nesta semana, esboço aqui algumas ideias extraídas do livro “Missão Integral: Uma teologia bíblica”, escrito pelo Rev. Dr.Timóteo Carriker.
1. A origem da missão: O Deus triuno
Através de toda a revelação bíblica se torna patente que o principal agente no drama é Deus. “No princípio criou Deus [...]”. É Deus quem cria, quem julga, quem age, quem escolhe, e quem se revela. Ele é ativo não só na criação, mas, também, nos julgamentos, na libertação do Seu povo do Egito, nas exortações dos seus profetas e na promessa de restauração vindoura. Ele é o único e verdadeiro Deus e deseja que Sua glória seja conhecida nos céus (Salmo 19) e nas extremidades da terra (Isaías 11.9).
Portanto, “missão” é uma categoria que pertence a Deus. A missão, antes de ter uma conotação humana que fala da tarefa da Igreja, é tarefa de Deus. Esta perspectiva nos guarda contra toda atitude de autossuficiência e independência na tarefa missionária. Se a missão é de Deus, então é d'Ele que a Igreja deve depender na sua participação na tarefa.
2. O instrumento da missão: a Igreja
Se Deus é o agente e a origem da missão, Ele não trabalha sozinho. Seu instrumento é um povo específico. A missão também é a tarefa da Igreja que, por sua vez, é derivada então da missão de Deus. Deus escolhe um povo específico como instrumento da sua missão. Deus partilha Sua tarefa com Seu povo e nela o convida a participar. Este recebe a promessa de que Ele estará sempre presente na realização da missão.
3. O propósito da missão: a Salvação
Para usar um termo mais abrangente, podemos descrever o propósito da missão como sendo o de restauração. É a missão da salvação. Aquilo que Deus criou, Ele pretende restaurar. Contudo, a restauração é salvação não só no sentido de poupar, mas, também, no sentido de julgar. Haverá um novo céu e uma nova terra, mas, isto, através do sofrimento, tribulação e julgamento. A mensagem de restauração no Velho Testamento, consistentemente, inclui estas duas dimensões de salvação e de julgamento. Vemo-nas no relato do dilúvio (julgamento) e da arca (salvação), da torre de Babel (julgamento) e do chamamento de Abraão (salvação), no Êxodo, na aliança com Israel e na conquista de Canaã. Vemo-nas nas críticas dos profetas (julgamento) e nas suas promessas de salvação vindoura. E vemo-nas na resposta humana à provisão do perdão dos pecados pela morte e ressurreição de Jesus.
Esta perspectiva do propósito restaurador da missão nos guarda contra a falsa dicotomia da tarefa missionária e da fé. Restauração é este propósito, portanto, a obra redentora de Jesus Cristo e a evangelização permanecem centrais à missão de Deus. Contudo, esta redenção deve ser entendida como resultando tanto em adoração própria e sincera a Deus quanto em relações de justiça para com o próximo e para com toda a criação.
4. O alcance da missão: Universal
Deus se propõe a restaurar aquilo que criou. Sua missão é uma missão para a criação. Não é por acaso que a revelação escrita que descreve a missão de Deus começa com a criação dos céus e da terra e termina com a restauração dos mesmos num novo céu e nova terra. O homem não só é guardião do seu próximo, mas mordomo da própria criação.
5. O local da missão: o Mundo e a História
Desde o início do testemunho Bíblico observamos que Deus age dentro e através de eventos concretos na vida dos seres humanos. Ele não se manifesta num plano contemplativo e fora deste mundo, mas dentro e através da história. Julga através da expulsão do Éden, através do dilúvio e da dispersão de povos. Julga as nações através das pragas no Egito, a conquista de Canaã e a queda de um império por outro. Julga seu povo através dos profetas e através do exílio. Mas também abençoa através da libertação do Egito, do exílio, e de modo supremo e definitivo através da morte e ressurreição de Jesus. São todos estes eventos históricos, acontecimentos neste mundo.
6.A glória de Deus é a razão, o combustível e o alvo de missões.
O alvo e o fim último da missão é a glória de Deus, não a atividade missionária em si. O desafio missionário existe e persiste porque o culto pleno a Deus ainda não existe. O culto é o alvo último da Igreja. O culto a Deus deve ter prioridade na igreja, não a obra missionária.
Finalizando, a obra missionária começa e termina com o culto prestado à glória de Deus. Começa, porque somente o culto genuíno e profundo pode motivar adequadamente a Igreja para assumir sua vocação missionária. E termina, porque o alvo último e o fim principal de toda humanidade é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E na obra missionária, procuramos levar as nações à mesma alegria e exaltação que caracteriza o nosso culto a Deus. Portanto, quando afirmamos que a obra missionária é a prioridade penúltima na Igreja não estamos diminuindo a sua importância. Estamos meramente fazendo o que devemos, maximizando a tarefa de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E assim, enxergamos a verdadeira importância da obra missionária, certamente acima de outras atividades na Igreja, isto é, estender e diversificar, e assim intensificar o culto que glorifica e se deleita em Deus entre todas as nações da terra (Apocalipse 5.9-10; 7.9-10).

Adaptado do artigo “Princípios Teológicos para a Ação Missionária Reformada”, de Timóteo Carriker–Disponível pelo link: http://www.monergismo.com/textos/missoes/principios_teologicos_acao_missionaria.htm


A MARAVILHOSA GRAÇA DE JESUS

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”(Tito 2:11).

John Newton, um traficante de escravos convertido ao Senhor Jesus Cristo, quase no final da sua vida disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: Eu sou um grande pecador, Cristo é o meu grande salvador". Newton morreu em 1807 e em sua lápide se lê: "John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir".

Certo de que a sua transformação e salvação foi obra exclusiva da graça de Deus em Cristo Jesus, John Newton, em 1772 (há quase 250 anos) compôs o hino “Amazing Grace” (“Graça Maravilhosa”), que de certa forma, imortalizou o seu testemunho. Trata-se de um dos hinos mais famosos e populares do mundo. Este hino levantou muitas cabeças, amoleceu muitos corações, quebrantou milhares e milhares de pessoas, submetendo-as ao Senhorio de Cristo, “o Deus de toda a graça” (1ª Pedro 5:10).
De fato, a “Maravilhosa Graça” de Deus tem esse poder para consolar, corrigir, para transformar um traficante de escravos em libertador de almas, para dar nova vida e vida em abundância, aos que dantes estavam mortos em seus delitos e pecados.
Em verdade, como bem expressou C.H. Spurgeon, “a Graça de Deus, como as grandes montanhas, não pode ser dimensionada! Assim como as profundezas do mar, ela nunca pode ser compreendida e, como o espaço, ela nunca pode ser medida! Ela é, como o próprio Deus, maravilhosa, incomparável, sem limites”.
É exatamente a “Graça”, a característica distintiva da verdade do Evangelho de Cristo. “Toda a Bíblia e toda a história do povo de Deus, se resumem em uma só palavra: Graça” (C. S. Lewis).
O Evangelho é a história do Deus que se revela e nos vem com um dom gratuito: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8, 9).
A Bíblia ensina que o pecador é justificado unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Neste caso, a graça é o favor divino que o homem não merece, mas que, em Sua Soberania e Bondade, Deus quer dar-lhe. A salvação é obra de Deus, não do homem. Paulo diz: “Se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Romanos 11:6).
O homem estende a mão vazia para receber, não a mão cheia para oferecer. Não tem nada a oferecer em troca de sua salvação. Tampouco pode cooperar com a graça divina para salvar-se. Ele está morto em seus delitos e pecados. Somente se dispõe a receber o favor de Deus.A salvação sempre foi, é, e sempre será, pela graça! Graça que vem em plenitude na pessoa de Jesus Cristo (João 1:17). Cristo é o dom inefável de Deus ao mundo. O homem só encontra salvação em Cristo, nunca à parte de Cristo.
A salvação do homem pecador indigno é pela graça e a graça de Deus é recebida pela fé. A fé é o meio da salvação. “[…] mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus”(Efésios 2:8). A morte de Cristo na cruz é a causa meritória da nossa salvação, a fé é a causa instrumental. Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. Somos salvos pela morte de Cristo na cruz e recebemos essa salvação por intermédio da fé. A fé é a apropriação da salvação pela graça. Não é fé na fé, mas, fé em Cristo, o Salvador. A fé é a mão estendida para receber a salvação, o presente de Deus.
O Deus do Evangelho é o único que ama pecadores. No Evangelho é Deus quem busca o homem; é Deus que paga o preço; É Deus quem se sacrifica.
O Evangelho se enche de beleza e relevância quando ensina que a graça de Deus é gratuita, suficiente e, é oferecida, sem acepção, a todos os pecadores. Em outras palavras, a graçanão é uma conquista, é uma dádiva. Ela cumpre totalmente todas as exigências do Deus justo e cobre por completo nossas dívidas, não restando nada mais a ser liquidado. Assim sendo, uma vez salvo pela graça não há mais condenação nem culpa.
Portanto, tudo que o homem pecador indigno precisa fazer ése aproximar de Jesus Cristo com seus pecados, suas culpas, suas carências, suas faltas, seus fracassos, seus fardos. Vir à Ele como está: cansado, machucado pela vida, sem perspectiva, sem destino, sem projetos, enfim, perdido sem salvação.
Deus em Cristo nos aceita com todos os nossos pecados, vícios, defeitos e faltas, entretanto, como bem expressou Max Lucado: “[...] se recusa a deixar-nos desta forma”. Portanto, “acheguemo-nos, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

 

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa
Pastor Sênior da IP Cuiabá


MENSAGEM DE VIDA

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” 

(João 8:36).

Chamo a sua atenção para três verdades indispensáveis que podem mudar a sua vida:

1 – Deus é amor, governa todas as coisas e tem um plano maravilho para sua vida.
O amor não é Deus, mas, a Bíblia diz que Deus é amor (1ªJoão 4:7-8). Do Seu eterno trono, soberana e poderosamente, Deus governa e domina sobre tudo (Salmos 103:19) e, de forma tremendamente maravilhosa tem um plano perfeito para sua vida e nada do que planejou pode ser frustrado (Salmo 139; Jó 42:2). Deus é amor e deseja que você usufrua do Seu amor em Cristo Jesus e tenha vida em abundância (João 10:10).
Mas, por que a maioria das pessoas não está experimentando essa “vida em abundância”? Por causa do estado de pecado em que vivem.

2 – O homem é pecador e está separado de Deus
“O Homem não é pecador porque peca, mas, sim, peca porque é pecador”.Esta frase resume muito bem uma verdade Bíblica sobre a hereditariedade do pecado, motivo pelo qual, o homem já nasce desesperadamente corrompido!A Bíblia diz: “[...] todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” (Romanos 3:23). E isso, inclui, todos os homens, sem exceção! Por causa do pecado, a raça humana ficou totalmente corrompida e completamente sem capacidade para querer qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz, por seus próprios méritos, converter-se ou mesmo preparar-se para isso. O homem caído, morto em seus delitos e pecados, está separado de Deus e sem esperança no mundo (Isaías 59:2; Efésios 2:12).E, é exatamente aqui, que reside a raiz do principal problema da humanidade, ou seja, a separação do seu Criador. Assim escreveu o profeta Isaías: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.
Em última análise, todos os problemas humanos são sintomas, e a separação de Deus é a causa. O motivo de toda a infelicidade (efeitos da maldição), é a não reconciliação com Deus – Rm 5:8-11 e 2ªCo 5:20.
Por isso a pergunta-chave é: Deixou Deus o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria legado pelos seus primeiros pais? Enfaticamente podemos responder, Não! Unicamente por Sua soberana graça, para salvar os Seus escolhidos, proveu-lhes um Redentor para trazê-los a um estado de salvação.

3. Jesus Cristo é o único redentor dos escolhidos de Deus e, portanto, é a única solução para o homem pecador.
A Bíblia diz que “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
Jesus Cristo “morreu pelos nossos pecados e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4:25). Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Definitivamente, “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Jesus é único para o céu! (João 14:6).
Jesus pagou o preço pela salvação dos escolhidos de Deus e, por Sua ressurreição, venceu a morte, por isso, todo o que n'Ele crê, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e n'Ele crê não morrerá, eternamente” (João 11:25-26).
Jesus resolve o seu principal problema, o pecado e, oferece-te o maior de todos os presentes, a vida eterna. Por isso, ouça hoje e atenda esse poderoso convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30). Certamente, a sua vida mudará, visto que, “se Jesus te libertar, verdadeiramente serás livres” (Jo 8:36). Receba a Cristo pela fé, através de uma decisão pessoal. Deus seja contigo!

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa
Pastor Sênior da IP Cuiabá


RECESSO - ESCOLA BÍBLICA

Retorno das atividades Domingo dia 02 de agosto.


SEMANA DE MISSÕES !! AGUARDEM

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura [...]  E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”.

Marcos 16:15-20


VAZIO NA ALMA

 

“Será também como o faminto que sonha que está a comer, mas, acordando, sente-se vazio; ou como o sequioso que sonha que está a beber, mas, acordando, sente-se desfalecido e sedento; assim será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte Sião” (Isaías 29:8).

O vazio na alma do homem, ainda longe de Deus, chamado por muitos de “vazio existencial”, tornou-se, em nossos dias, um desafio para a maioria das pessoas. Na ânsia de não senti-lo, muitos buscam no consumismo, no entretenimento, no individualismo e na falta de limites, a resposta para seu vazio. Observamos uma sociedade competitiva, numa corrida frenética contra o tempo, o que provoca grande instabilidade emocional em muitas pessoas. A continuar assim, caminharemos para uma identidade sem valores éticos comojá se constata nas instâncias de poder, no trabalho, na família, na escola e, em muitas outras entidades, inclusive, religiosas. O presente está carregado de medos e de tensões que geram, casa vez mais, ansiedade.
O vazio existente na alma do homem, tem várias formas, mas, apenas uma razão!
Dentre outras formas, esse vazio pode se apresentar como a falta de algo dentro da alma, do coração, que não se pode preencher com filosofia, religião, álcool, sexo, maconha, cocaína, crack, pornografia, antidepressivos, calmantes, viagens, namorados (as), futebol. Nada! Ele vai sempre continuar lá. É uma tristeza silenciosa, que pode se esconder atrás de uma "máscara", até mesmo sorridente. Tal pessoa, pode estar sorrindo apenas por fora. Também, o vazio da alma, pode se manifestar como uma sensação de abandono, de desamparo e de rejeição. Entretanto, a razão é uma só: a falta de Deus!
Desde a queda dos nossos primeiros pais no Éden, vivemos num mundo marcado pelas mazelas do pecado: sofrimentos, doenças, pobrezas, catástrofes, guerras, injustiças e morte. Tudo isso, como resultado da ira e maldição de Deus sobre o mundo. Mas, essas “maldições horizontais”, não são a raiz do nosso problema, embora, quase sempre, sejam as que mais facilmente enxergamos; a raiz do nosso problema é “vertical”, refere-se ao relacionamento da criatura com o seu Criador. “Em última análise, todos os problemas humanos são sintomas, e a separação de Deus é a causa. O motivo de toda a infelicidade (efeitos da maldição) é a separação da criatura do seu Criador, ou seja, a não reconciliação com Deus”.
De fato, como escreveu o romancista russo Fiodor Dostoieviski: "há no homem um vazio do tamanho de Deus". Da mesma forma, bem antes, no início do século V, Agostinho de Hipona, falou desse vazio do tamanho de Deus que somente poderia ser preenchido por Deus.
Realmente, uma das provas mais claras da ausência de Deus no coração do homem é essa sensação de incompletude. O homem sem Deus está em constante busca pela realização e pela satisfação. A banda inglesa de rock, Rolling Stones, compôs uma canção intitulada, “I Can't Get No Satisfaction”, que expressa bem essa verdade. A canção diz:“Eu não consigo me satisfazer. Pois eu tento, e eu tento, e eu tento, e eu tento. Eu não consigo. Eu não consigo ter satisfação. Nenhuma satisfação. Nenhuma satisfação. Eu não consigo!”
É exatamente por isso que muitos se matam, e muitos outros estão sofrendo de depressão, stress, insônia, alcoolismo e fobias de todos os tipos. A ansiedade é um mal generalizado. Isso tudo claramente aponta para um sentimento de vazio no ser humano.
O americano John Davison Rockefeller, magnata do petróleo, disse: "Juntei milhões, mas eles não me trouxeram felicidade".
Diante de tudo isso, Agostinho estava e está certo, porque somente Deus, realmente, pode trazer sentido e satisfação à alma humana.
Se você que lê esta pastoral está sentindo esse vazio e pensa ter chegado ao seu limite. Se existe um anseio profundo na sua alma que nada neste mundo é capaz de satisfazer, quero encorajá-lo (a) a entregar sua vida aos cuidados daquele que te conhece pelo nome e te ama como ninguém, Jesus Cristo. Ele, hoje, te convida: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. “Lance sobre Cristo toda a sua ansiedade, porque ele cuida de você” (1ªPedro 5:7).
Em Jesus você encontrará o bálsamo para suas feridas, o remédio para suas dores e a cura para o anseio da sua alma, porque Ele te ama muito! “Entrega o teu caminho ao SENHOR,confia nele, e o mais ele fará” (Salmo 37:5).

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa
Pastor Sênior da IP Cuiabá


TRÊS VERDADES QUE PODEM MUDAR A VIDA DE QUALQUER PESSOA

“Em verdade, em verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

“Quem é de Deus ouve as Palavras de Deus” (João 8:47). À luz desta Palavra, apresento-lhe 3 verdades que podem transformar a vida de qualquer pessoa:

I. A SITUAÇÃO DO HOMEM DIANTE DE DEUS É DE:
Pecado e Perdição
“Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer [...] Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:10-12 e 23).

O preço da perdição
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:2).

É impossível ao homem livrar-se da condenação sem auxílio
“Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal?” (Jeremias 13: 23). “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 8:34; 14:6).

II. A SITUAÇÃO DE DEUS DIANTE DO HOMEM É DE:
Compaixão e Misericórdia
“Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi” (Isaías 55:3). “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23).
Amor e Perdão
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos.” (Efésios 2:4-5). “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55:6-7).

III. O QUE FAZER PARA RECEBER A SALVAÇÃO?
Arrepender-se
“O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:15). “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19). “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

Receber a Cristo como Salvador, crer n'Ele e confessá-lo como Senhor
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13). “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. [...] Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:9 e 13).
Caríssimo(a) leitor (a), esteja certo de que não existe salvação em nenhum outro nome dado pelos homens. Jesus é o único caminho e ninguém vai ao céu senão por Ele (João 3:36). Ouça e atenda o chamado de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28-29); bem como, as palavras de Deus por meio do profeta Isaías: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse” (Isaías 1:18-20). Aceite hoje mesmo este convite e viva feliz!

 

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa
Pastor Sênior da IP Cuiabá


SEMANA DE ORAÇÃO

De 06 a 10 de Julho no Templo da Treze.

** UPH
Homens orando
às 06h30 da manhã

** SAF
Mulheres orando
às 19h30 (Segurança no local)


VEM AI, GERAÇÃO ALFA

DATA:

12 a 19 de Julho, Vagas limitadas!

 

INVESTIMENTO:

R$ 280,00

 

LOCAL:

Acampamento Água Viva

 

IDADE:

Idade: 07 a 14 anos

 

INFORMAÇÕES:

Miss. Edisia (9624-0584) edisia_maria@hotmail.com

 

INSCRIÇÕES:

www.gaic.com.br/AcampAguaViva 


Entre palavras ditas e palavras ouvidas

Nossas vidas são construídas pelas opções que fazemos nas inúmeras bifurcações com as quais nos deparamos ao longo da jornada. Optamos por fazer determinado curso universitário e não um outro, por exemplo. Consequentemente, desenvolvemos amizades com certas pessoas, e não com outras, e frequentamos determinados lugares em detrimento de outros. Depois de formados, aquela rede de relacionamentos que formamos podem nos levar a trabalhar em determinadas empresas, e não em outras. Mas nossas vidas não são construídas apenas pelas opções que fazemos. As palavras que ouvimos também entram nesse processo. Palavras influenciam grandemente nossas escolhas ao longo do caminho, e o que ouvimos ecoam dentro de cada um de nós. Palavras têm o poder de nos mover aos lugares mais altos da vida; podem, por outro lado, nos levar a situações de tristeza, escuridão e crise. Assim, uma conversa com o filho pode determinar seu sucesso futuro; um elogio recebido do chefe pode mudar a disposição e o futuro da carreira de um profissional; e um conselho de amigo pode resultar na restauração de um casamento. Palavras de carinho da mulher para seu marido podem mudar seu ânimo diante da adversidade. E até mesmo um frase despretensiosa, dirigida a uma pessoa numa roda de amigos, pode fazer grande diferença àquele que a recebe. Porém, palavras podem ter efeitos negativos. Uma crítica feita em momento inapropriado pode levar ao abandono de uma vocação; uma difamação pode levar à destruição de uma carreira ou de uma família; comentários levianos podem semear intrigas e sabotar amizades desenvolvidas ao longo de anos. Por isso, precisamos reconhecer que palavras têm grande poder – tanto para gerar as coisas mais positivas como as mais negativas numa pessoa. Quando pronunciamos palavras, temos sempre a opção entre sermos fonte de boas coisas ou de coisas ruins para aqueles que nos cercam. E tais efeitos podem determinar escolhas definitivas na vida daqueles que ouvem. Certas vezes, não nos encontramos na posição daqueles que proferem as palavras, mas sim, na daqueles que as escutam. Queiramos ou não, somos constantemente alvo das palavras alheias, e não temos qualquer controle sobre elas, muito menos sobre o conteúdo do que dizem a nós ou sobre nós. Palavras, simplesmente, vêm ao nosso encontro, alcançam nossas mentes e corações, gerando efeitos positivos ou negativos em nossos sentimentos e opções ao longo da vida. Certo amigo de muitos anos é um especialista em gerar coisas boas através de suas palavras. Ele teve importante participação em meus primeiros anos como pastor de uma comunidade local. Com suas palavras, ele sempre encontrava uma forma de fortalecer minha confiança e valorizar a forma como atuava. Mas, paralelamente aos elogios, não me poupava das criticas necessárias. Pelo contrário – sempre dizia, com muita franqueza e assertividade, o que considerava errado em minhas atitudes, além de pontuar meus erros com clareza. A maneira como ele usava as palavras fez de mim uma pessoa melhor. Recentemente, contudo, vivi situação oposta. Alguém proferiu palavras que me levaram a uma tristeza tão grande que cogitei a possibilidade de abandonar todo um ministério de 25 anos. Por quê? Porque aquelas palavras desvalorizavam tudo o que tenho feito. Não foi uma crítica construtiva, pois nem mesmo a mim as palavras foram dirigidas: tratava-se de um conjunto de leviandades e questionamentos sem qualquer amor, com propósito maior de intimidar, ferir, destruir – e por muito pouco tal propósito não foi alcançado. Mas a sabedoria cristã aponta noutra direção. Através de Tiago, as Escrituras nos aconselham a sermos prontos para ouvir, tardios para falar e mais tardios ainda para nos irar, pois nossa ira não traz à tona a justiça de Deus, conforme Tiago 1.19. Logo, precisamos submeter as palavras que ouvimos à justiça de Deus. Isso significa que a última palavra acerca de quem somos ou fazemos vem do Senhor. Ele deve ser a maior fonte de influência em nossas escolhas. Diante do grande poder das palavras, que tal resgatar o silêncio em nossas vidas? A quietude nos ajuda a discernir as palavras que devem ser ditas, que produzirão o bem para os outros, e palavras que não merecem ser proferidas. Mas o silêncio também nos ajuda a ouvir a voz daquele que é justo e verdadeiro, mostrando-nos claramente o que devemos acolher e o que devemos simplesmente dissipar de tudo quanto ouvimos.

Fonte: www.ipb,org.br


Programação Julho 2015

05Jul- Primeiro Culto Evangelístico (Dia da Colheita) 18h30 no Novo Templo.
10Jul- Ação Evangelística (UPA-UMP-MJ+) Participação da Atitude Teen com a Peça “Jardim do Inimigo” e Pr Kellé. na Treze.
11Jul- Impacto Evangelístico na Congregação Jardins com o Pr Kellé e(UPA - UMP - MJ+).
12Jul- Culto Evangelístico as 18h30 no Novo Templo com o Pr Kellé.
19Jul- Santa Ceia e Batismos no Novo Templo.
25Jul- Impacto Evangelístico no “Centro da Cidade”.
26Jul- Segundo Culto Evangelístico (Dia da Colheita) 18h30 no Novo Templo.
31Jul e 01Ago, 02Ago- Encontro de Casais - MIFAC.


NOVOS MEMBROS

RECEPÇÃO DE NOVOS MEMBROS

ATENÇÃO, se você deseja  se tornar membro da IPC ou regularizar sua situação como membro da Igreja (profissão de fé, Batismo, Restauração ou Transferência), favor procurar o Presbítero Aguinaldo (secretário do Conselho), e/ou Presbítero Hildebrando (Professor da Classe Introdutória). O Conselho se reunirá para entrevista no dia 08/07 às 19h30 nas dependências do Novo Templo.  A recepção será por ocasião do culto das 18h30 no dia 19/07.


POR QUE DEVEMOS EVANGELIZAR?

 

“[...] mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1ª Coríntios 1:23-24).

Já sabemos que evangelizar “é levar todo o Evangelho do Senhor Jesus Cristo para o suprimento e resgate de todos os homens em todo o mundo”. A essência das boas novas, é Jesus, o que Ele fez para salvar (resgatar) o homem e restaurar o relacionamento deste com Deus.
Não há dúvidas de que as boas novas do Evangelho constituem-se na única fonte de esperança para o homem caído. Somente o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Por isso, o Evangelho é a melhor notícia, vindo do céu, da parte do próprio Deus, acerca da salvação eterna em Cristo Jesus, oferecendo ao homem caído a redenção, remissão de pecados e vida eterna.
Levar aos homens essas boas novas é tarefa exclusiva do cristão e da Igreja. A nenhuma outra pessoa ou entidade, Deus comissionou e revestiu de autoridade para tão urgente e sublime tarefa.
Entretanto, mesmo assim, muitos ainda perguntam: "Por que eu devo Evangelizar?" Muitas razões vêm à mente. Vejamos alguns motivos porque devemos, com urgência, evangelizar:

1) - Porque Jesus deu o exemplo:“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17).
2) - Porque Jesus ordenou: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mateus 28:19). “[...] e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos” (Atos 10:42).
3) - Porque Jesus ensinou:“Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles” (Mateus 11:1). “E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” (Marcos 16:20).
4) – Porque o cristão é escolhido de Deus e a obra da evangelização é sua responsabilidade e dever:“Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Marcos 3:14). “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9.16). Evangelizar é tarefa exclusiva do cristão e da Igreja (Romanos 13:11).
É obra de Deus convencer os pecadores (João 16:8-11), trazê-los eficazmente ao Senhor Jesus Cristo (João 6:44,65-66), abrir os seus corações (Atos 16:14), conceder-lhes o arrependimento (Atos 5:31; 11:18; 2ª Timóteo 2:24-25) e a fé (João 6:28-29; Atos 18:27; Romanos 3:21-26); contudo, é obra do cristão verdadeiro, proclamar as boas novas. O chamado do evangelho é obra do cristão e da Igreja.

5) - Porque agrada a Deus e manifesta a Sua glória: “Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação” (Sl 67.1-2). “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.5,7).
A salvação do pecador é obra de Deus, por isso, somente Deus é digno de receber TODA a glória quando os pecadores são genuinamente convertidos ao Senhor Jesus Cristo.
6) - Porque expressa amor pelas almas perdidas e gratidão à Deus, pela alegria da própria salvação: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1ªJoão 3:16). A obra mais amorosa que o cristão pode fazer é proclamar o evangelho do Senhor Jesus Cristo com a esperança e a oração de que Deus possa usar esta proclamação para produzir conversões genuínas ao Senhor Jesus Cristo. Evangelizar é amar!
7) – Porque evangelizar é uma coisa sábia a fazer:"O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio” (Provérbios 11:30). Não consigo pensar em nenhum dom maior do que a salvação. Ela liberta o pecador do pecado, livra os perdidos da condenação e revela o Deus vivo e verdadeiro para aqueles que não O conhecem. Existe algo mais sábio e relevante a fazer?

Diante de tantos motivos pelos quais devemos evangelizar, fica claro, que não evangelizar é pecado de negligência e omissão. A salvação do pecador perdido deve ser o objetivo dos nossos esforços. O amor de Deus, a nossa motivação. A Bíblia, o nosso manual! Evangelizar é amar. É tempo de amar!

 

Rev. Marcos Antonio Serjo da Costa

Pastor Sênior da IP Cuiabá


PREPAREM-SE, VEM AI

 

SEMANA DE MISSÕES

MISSÕES ...

Clamor das nações, ORDEM DE DEUS, tarefa da Igreja!
Marcos 16:15-20

 

PRELETORES CONFIRMADOS: 

Rev. Dr. Timothy Carriker (Florianopolis/SC) Rev. Dr. Rosther Guimaraes Lopes (Guará II)


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